Bejo Brasil celebra 25 anos: foco em inovação para a horticultura
Realizado de 18 a 20 de agosto, em Bragança Paulista (SP), evento chega à 18ª edição reunindo produtores e empresas em uma vitrine viva de tecnologias, com destaque para tecnologias aplicadas a sementes de cenoura e novas soluções para hortaliças
A Bejo Brasil celebrou, em Bragança Paulista (SP), 25 anos de atuação no mercado brasileiro com mais uma edição do Bejo a Campo. Realizado entre os dias 18 e 20 de agosto, o evento chegou à 18ª edição, mantendo a proposta de aproximar produtores, empresas e profissionais da horticultura das novidades desenvolvidas para o campo.
A trajetória do evento começou em 2007 e teve uma pausa de dois anos durante a pandemia. Mesmo diante de um cenário de mercado mais desafiador e de uma retração no público dos eventos, a edição de 2026 manteve a força da iniciativa.
“Recebemos todo ano cerca de 1.000 visitantes de todo o Brasil”, orgulha-se Paulo Christians, diretor da empresa no Brasil. Segundo ele, o evento continua consolidado no calendário da horticultura. “O Bejo a Campo nos impressiona de novo. Estamos de casa cheia mais uma vez. Está no calendário de todo mundo.”
Fotos: Éderson Simões
Cenoura é destaque na edição 2026
O principal foco desta edição foi a apresentação de tecnologias aplicadas às sementes de cenoura. Para isso, a empresa manteve no campo um verdadeiro catálogo vivo, permitindo que os visitantes observassem as características dos materiais e das tecnologias diretamente nas plantas.
“Esse ano o nosso foco foram tecnologias aplicadas a sementes de cenoura”, destaca Paulo Christians. Entre as soluções apresentadas estava a combinação de sementes incrustadas com a tecnologia B-Mox®. De acordo com o diretor, a tecnologia reúne um priming ou pré-germinação com um pacote tecnológico voltado aos primeiros dias de desenvolvimento das plantas.
“B-Mox® é uma tecnologia que acelera e uniformiza a emergência, o que auxilia muito as plantas nos seus primeiros dias, estágio em que estão mais vulneráveis”, explica.
A proposta é contribuir para o estabelecimento inicial das plantas e para a formação do sistema radicular.
Incrustação e B-Mox® buscam maior uniformidade
A tecnologia B-Mox® também foi apresentada em associação com a incrustação das sementes. Segundo Christians, essa combinação permite uma distribuição mais uniforme das sementes no plantio. “A incrustação possibilita perfeita distribuição das sementes, planta ao lado de planta, competindo de igual para igual pela água e pela nutrição”, afirma.
Para o diretor, o resultado esperado é uma maior uniformidade da lavoura e, consequentemente, do produto final.
Ele cita regiões como o Alto Paranaíba e o Triângulo Mineiro como exemplos de áreas onde o uso de genética de ponta associada às duas tecnologias vem se tornando padrão. “Está virando padrão o uso de semente de genética de ponta com duas tecnologias, incrustação mais o B-Mox®”, destaca.
Tecnologia nasce das demandas do produtor
Para Paulo Christians, o desenvolvimento de novas tecnologias está diretamente relacionado às necessidades observadas no campo. A empresa busca acompanhar os desafios enfrentados pelos produtores para transformar essas demandas em soluções.
“A equipe da Bejo tem muito orgulho de ser vista como gente que amassa barro, que está onde o produtor tem dificuldades. Nós estamos lá de ouvidos atentos para entender essas demandas e buscar soluções”, afirma.
Na avaliação do diretor da Bejo, a combinação entre incrustação e B-Mox® é justamente um dos exemplos dessa aproximação entre a demanda do produtor e a inovação desenvolvida pela empresa.
25 anos de Bejo Sementes no Brasil
A comemoração dos 25 anos da Bejo no Brasil também fez parte da programação do evento. Na véspera da abertura oficial ao público (17/08), a empresa reuniu distribuidores de diferentes regiões do país e parceiros para marcar a data.
A programação teve palestras, discussões e apresentação de casos de sucesso, encerrando com um jantar comemorativo. Para Larissa Zago, do marketing da Bejo Sementes, a história da empresa no Brasil começou antes mesmo de seu estabelecimento no País.
“A Bejo chegou ao Brasil antes do estabelecimento propriamente dito em 2001. Nos anos 90 a gente já tinha representantes, distribuidores no Brasil, que trouxeram as primeiras cenouras”, relata.
Segundo Larissa, a entrada da empresa contribuiu para transformar o mercado de cenouras brasileiro com a introdução das primeiras híbridas de inverno.
De cenouras a um portfólio diversificado
A trajetória da Bejo no Brasil começou com as cenouras, mas o portfólio foi ampliado ao longo dos anos. “Depois das cenouras vieram as beterrabas, os repolhos e desde lá do começo, muitos ensaios para cebolas de dias curtos e outras hortaliças”, explica Larissa.
Nas cebolas, o trabalho atende diferentes faixas de fotoperíodo do Brasil. Nas cenouras, o foco está nos principais cinturões de produção de inverno, enquanto a empresa mantém posição de destaque nas beterrabas.
Folhosas ampliam as novidades
As folhosas também ganharam espaço no portfólio da empresa, com destaque para as alfaces crespas. Entre as novidades apresentadas estão Guaruba, Claribel e Grazina.
Segundo Larissa, a Claribel é uma alface crespa adaptada à hidroponia, enquanto a Guaruba possui dupla aptidão, podendo ser utilizada tanto em hidroponia quanto em campo aberto.
A Grazina também apresenta dupla aptidão.
A empresa ainda apresentou as primeiras alfaces americanas, Topacio e Eunice, que estão sendo introduzidas no mercado.
Outro destaque foi o brócolis Bragantino, que está em seu segundo ano de mercado e, segundo Larissa, vem conquistando espaço. O portfólio apresentado no evento incluiu ainda chicória, radicchio, alho-porró e rabanete.
Cenouras de verão estão no horizonte
A empresa também trabalha com os próximos passos de seu programa de melhoramento. Larissa antecipa que os primeiros materiais para testes mais extensos de cenouras destinadas à safra de verão devem começar a ser introduzidos nos próximos anos. “Tem muita coisa para acontecer nos próximos anos”, afirma.
A perspectiva reforça a estratégia de continuidade da pesquisa e do desenvolvimento de novas opções para os diferentes sistemas de produção.
Um campo que mostra acertos e desafios
Uma das características destacadas por Larissa no Bejo a Campo é justamente a apresentação das condições reais do cultivo. “A gente mostra a condição do campo, contamos as coisas que deram errado e as que foram difíceis de ser feitas”, explica.
Por isso, o evento funciona como uma “vitrine viva”, na definição da profissional. O visitante pode observar as plantas, identificar problemas e relacionar aquilo que vê no campo da empresa com situações que também enfrenta em sua propriedade.
Para Larissa, essa característica ganha ainda mais importância diante dos anos desafiadores e do clima mais extremo enfrentado pela produção.
Público, parceiros e integração
O Bejo a Campo também se consolidou como um espaço de encontro entre diferentes segmentos da horticultura. Além das tecnologias da própria Bejo, o evento reuniu empresas de diversos ramos e apresentou soluções relacionadas a temas como controle biológico e química verde.
Paulo Christians destacou que o evento permite que profissionais de diferentes áreas da cadeia estejam juntos e tenham acesso às novidades.
Na quinta-feira, 20/08, último dia da programação, a empresa também promoveu uma atividade de integração com o setor sementeiro.
A proposta foi promover uma visita mais simplificada ao campo e, posteriormente, um momento de conversa entre profissionais do setor.
“É um evento de integração entre gente que se encontra no campo e nunca tira um tempo para conversar. Então, foi uma tarde relaxada, uma visitação mais simplificada ao campo, mas depois um bom tempo para a gente botar as conversas em dia”, afirma Paulo Christians.
25 anos e olhando para os próximos
Ao completar 25 anos de atuação no Brasil e 18 edições do Bejo a Campo, a empresa mantém a estratégia de investir em inovação e acompanhar as demandas da horticultura.
Para Paulo Christians, esse movimento deve continuar nos próximos anos. “Vamos construir inovação após inovação. E temos público para apresentar essas soluções, porque essas soluções são respostas à demanda que vem do produtor”, resume.
Larissa também olha para o futuro como uma continuidade dessa trajetória. “São 25 anos com muita história, muita coisa aconteceu e queremos muito mais!”