Safrinha de milho deve crescer 13% no Brasil

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Publicado em 20 de dezembro de 2015 às 07h00

Última atualização em 20 de dezembro de 2015 às 07h00

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A safra de soja do Brasil na temporada 2015/16 deverá atingir um recorde de 100,6 milhões de toneladas, ante 96,2 milhões em 2014/15, informou a consultoria Agroconsult, em sua primeira previsão pública para a colheita.

A Agroconsult projetou um ligeiro aumento de produtividade, com o El Niño favorecendo a safra no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, e uma alta de 3,3% na área semeada no País, para 33,1 milhões de hectares.

Será o crescimento de área mais lento dos últimos anos, após os sojicultores brasileiros expandirem suas lavouras mais de 6% nas últimas duas temporadas. “Por mais que o produtor tenha renda e capacidade de investimento, essa decisão de investimento é afetada apelo ambiente econômico (difícil) que estamos vivendo”, disse o sócio-analista da Agroconsult Marcos Rubin, em teleconferência com jornalistas.

Produtividade

Em relação à produtividade – que gera incertezas e um “mercado climático” nesta época de desenvolvimento das lavouras – a Agroconsult projetou rendimento de 50,6 sacas por hectare em média no País, ante 50 sacas em 2014/15. Segundo Rubin, boa parte da estimativa de produtividade está baseada em tendências históricas, já que é muito cedo para avaliar efeitos climáticos sobre as lavouras.

“Chuvas escassas atrasaram o início do plantio em Mato Grosso, mas isso não deverá prejudicar os resultados da safra“, disse o analista. Os efeitos do El Niño, fenômeno climático que ocorre com força nesta temporada, estão computados apenas para a safra de soja do Rio Grande do Sul, terceiro maior produtor, e em Santa Catarina.

“Nestas áreas, onde há previsão de chuvas intensas, a produtividade deverá ficar acima da linha de tendência”, afirmou Rubin.

Milho

A área de milho semeada no verão, que concorre com a soja, deverá recuar pela quarta temporada consecutiva em 2015/16, chegando a 5,8 milhões de hectares, recuo de 7,7% ante 2014/15, segundo projetou a Agroconsult.

Segundo a consultoria, nos principais Estados produtores desta modalidade (Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Goiás), a relação entre preços de soja e milho favorece a preferência pela oleaginosa.

Aumento de um, redução de outro

Todas as vezes que uma saca de soja vale duas vezes ou mais que uma saca de milho, há redução de área do cereal. Neste ano a relação é de 2,9 vezes. Assim, a colheita da primeira safra de milho deverá atingir 28,5 milhões de toneladas, queda de 7,2%, ante 2014/15.

Por outro lado, os bons preços projetados para a comercialização da segunda safra de milho deverão provocar forte expansão no plantio, que é realizado após a colheita da soja. A área de milho “safrinha” deverá subir 13,3%, alcançando um recorde de 11 milhões de hectares, com colheita de 60 milhões de toneladas, também um volume histórico. “Sem dúvida, este ano tem mostrado antecipação de negócios maior que em anos anteriores. Isso é fruto de um câmbio bastante favorável e de prêmios razoavelmente favoráveis”, destacou Rubin, referindo-se à segunda safra de milho.

A Agroconsult estima que 30 a 40% da segunda safra de milho, que não está nem perto de começar a ser plantada, já foi comercializada. Com o aumento da segunda safra superando a queda da primeira, a produção total de milho do Brasil em 2015/16 deverá alcançar um recorde de 88,5 milhões de toneladas, alta de 3,5%.

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