Regulagem de nitrogênio contra psilídeos

Publicado em 7 de julho de 2015 às 07h00

Última atualização em 7 de julho de 2015 às 07h00

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Dalva Luiz de Queiroz

Pesquisadora da Embrapa Florestas

dalva.queiroz@embrapa.br

Regulagem de nitrogênio contra psilídeos - Crédito Dalva Queiroz
Regulagem de nitrogênio contra psilídeos – Crédito Dalva Queiroz

Os psilídeos atacam as espécies florestais, sugando a seiva e diminuindo a produtividade da silvicultura. O manejo de psilídeos é relativamente recente no Brasil. A espécie mais preocupante surgiu no Brasil em 2003, o chamado psilídeo de concha.

No entanto, já existem medidas de controle eficazes contra o problema. Uma delas é o uso de variedades resistentes, mas o monitoramento constante da floresta é essencial. Existe, ainda, o cuidado com a adubação. No caso dos psilídeos, quanto menos nitrogênio o silvicultor usar na época de pico populacional, menos a praga conseguirá se desenvolver.

Os psilídeos sugam a seiva das plantas, causando distorções e amarelecimento das folhas, deixando as plantas enfraquecidas e, em caso de infestações severas, podem levar à morte.

Os excrementos adocicados expelidos pelos psilídeos propiciam um ambiente para infestações com fungos, que formam fumagina, cobrindo as folhas e diminuindo a fotossíntese. O psilídeo de concha suga a seiva, enfraquecendo as plantas e causando queda prematura de folhas.

Controle

Entre as medidas de controle mais eficazes estão: variedades resistentes, uso de parasitoides para controle e adubação balanceada e na época correta. No Brasil, grande parte dos plantios de eucalipto são clonais, ou seja, clones oriundos de uma ou mais espécies.

A maioria dos clones originários de Eucalyptuscamaldulensissão susceptíveis ao psilídeo de concha. A maioria dos clones de E. urophylla são resistentes. Na região sul do Brasil, onde são plantados eucaliptos oriundos de sementes, tais como E. dunni, E. benthamii e E. globulus, não há problemas sérios com o psilídeo de concha.

Monitoramento

O monitoramento de pragas é importante em toda a fase da floresta, desde o plantio até a colheita, para que seja possível detectar os problemas no início, antes que a floresta esteja comprometida, e ainda dê tempo para se tomar medidas de controle.

Existem diversas formas de monitoramento de pragas em florestas. Uma das mais eficientes é o caminhamento nas linhas de plantio, observando a saúde das plantas, sintomas de doenças, danos provocados por insetos, etc.

O monitoramento de pragas pode ser feito, também, por armadilhas luminosas, adesivas, etc. Em grandes áreas o monitoramento pode ser feito por imagens de satélites, e até mesmo por drones.

É bom lembrar que uma adubação correta e balanceada deixa as plantas mais fortes para resistirem ao ataque de pragas e doenças.

Os psilídeos, assim como todos os sugadores, precisam de uma grande quantidade de nitrogênio para se reproduzir e se desenvolver. Desta forma, a adubação nitrogenada favorece o aumento populacional destes insetos.

É importante, ainda, que o agricultor monitore a praga em sua fazenda e observe em qual época do ano ela é mais frequente. Assim, pode-se evitar aplicar excesso de nitrogênio na época propícia ao desenvolvimento do inseto, assim como grandes picos populacionais e danos às plantas.

O monitoramento de pragas deve sempre ser feito de maneira integrada (MIP), ou seja, utilizando os recursos genéticos adequados, adubação balanceada, plantio correto, manejo do solo, objetivo final do plantio, etc.

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