Qualidade de sementes de milho é fundamental

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Publicado em 10 de junho de 2017 às 07h22

Última atualização em 10 de junho de 2017 às 07h22

Acompanhe tudo sobre Semente, Tratamento de semente e muito mais!

Reginaldo Resende Coelho

Engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Produtos e Mercado – Escritório de Sete Lagoas

 

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Para iniciar uma lavoura de milho, o principal insumo é a semente, e o produtor precisa se atentar para adquirir o material certo com qualidade física, fisiológica, sanitária e genética. Já quem produz, precisa adquirir sementes certificadas, ficar atento para a indicação técnica da variedade e a recomendação para o tratamento adequado das sementes contra doenças e pragas, que faz toda a diferença.

A semente pode ser considerada como o alicerce de uma boa lavoura. Ela reúne características como: pureza genética e física, qualidade fisiológica e fitossanitária. Essas características, reunidas, fazem da semente um fator determinante para o sucesso de uma lavoura.

A pureza genética diz respeito à constituição genética da semente, que irá se expressar no desenvolvimento da planta, em seu potencial produtivo, ciclo, arquitetura, tipo de grão, resistência e/ou tolerância a pragas, entre outras características.

A pureza física refere-se à ausência de contaminações das sementes por materiais estranhos ou impurezas, tais como: partículas de solo, restos vegetais, pedras, sementes danificadas, sementes de plantas invasoras e de outras espécies cultivadas.

A qualidade fisiológica é a capacidade potencial das sementes de gerar uma nova planta perfeita e vigorosa, sobre condições favoráveis. A qualidade fisiológica da semente pode ser aferida por meio do seu poder germinativo e pelo seu vigor, que serão determinantes para o estabelecimento do estande ideal para a cultivar expressar o seu potencial produtivo.

Qualidade sanitária

A qualidade sanitária refere-se à ausência, nas sementes, de agentes patogênicos. Tais agentes, levados pelas sementes, além de influenciarem negativamente a emergência e o vigor das plântulas constituem o inóculo inicial que, em condições ambientais favoráveis, podem originar doenças que poderão comprometer o rendimento da lavoura.

Como escolher

A produção e comercialização de sementes é regida por lei. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é quem estabelece as normas de produção e comercialização de sementes, tendo como objetivo disponibilizar material de multiplicação com garantia de identidade e qualidade.

Toda pessoa física e jurídica envolvida com produção, beneficiamento, armazenamento e comercialização de sementes obrigatoriamente precisa obedecer tais normas. Portanto, para adquirir sementes com identidade e boa qualidade é preciso se certificar que o produtor/beneficiador/armazenador/comerciante está legalmente inscrito no Registro Nacional de Sementes de Mudas (RENASEM) para estas atividades e cumpre a normas. A nota fiscal e o documento das sementes que expressa a identidade e qualidade precisam ser exigidos no momento da aquisição.

Sementes certificadas se referem a uma classe estabelecida pela legislação. A certificação é o processo que, obedecidas normas e padrões específicos, objetiva a produção de sementes mediante controle da qualidade em todas as suas etapas, incluindo o conhecimento da origem genética e o controle de gerações.

Tratamento de sementes

Várias pragas podem acometer as sementes e a plântula na fase de geminação/emergência, comprometendo o estabelecimento da lavoura. Logo, o tratamento de sementes é indispensável para proteção da lavoura nessa fase inicial.

Existem, no mercado, vários produtos recomendados para o tratamento de sementes. A recomendação deve ser feita por engenheiro agrônomo por meio de receita agronômica.

Essa matéria você encontra na edição de junho 2017 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

 

 

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