Qualidade da fibra de algodão – O diferencial que agrega valor

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Publicado em 20 de julho de 2017 às 07h06

Última atualização em 20 de julho de 2017 às 07h06

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Para ganhar mais, os produtores de algodão buscam por um produto de melhor qualidade no campo e começam a mudar a cara de suas fazendas

 

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O poder do Brasil no mercado mundial de algodão é, sem dúvida alguma, inquestionável. Gigante global neste setor, o País ocupa lugar de destaque no ranking de maior exportador do planeta. As exportações brasileiras de algodão somaram 804,8 mil toneladas no ano passado. O que está em jogo é um mercado que movimenta US$ 1,215 bilhão por ano.

Algodão ” oferta e demanda mundial (ton x 1.000.000)“‹
 “‹ “‹Safra “‹ “‹ “‹ “‹ “‹ “‹
2014/20152015/20162016/2017*
Estoques iniciais 20.480.000 22.310.000 19.370.000
Produção“‹26.200.000“‹21.100.000“‹22.540.000
Suprimento“‹46.670.000“‹43.420.000“‹41.910.000
Consumo 24.200.000 23.780.000 23.810.000
Exportações 7.730.000 7.490.000 7.410.000
Estoques finais 22.310.000 19.370.000 18.100.000

 “‹* 2016/2017:projeção

Fonte: Abrapa

 

Crédito Shutterstock
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Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), nos últimos anos o Brasil tem se mantido entre os cinco maiores produtores mundiais, ao lado de países como China, Índia, EUA e Paquistão. Ocupa o primeiro lugar em produtividade em sequeiro. O cenário interno é promissor, pois estamos entre os maiores consumidores mundiais de algodão em pluma.

Confira os números:

Safra 2015/2016 (consolidado)1.240.464 toneladas de pluma
Safra 2016/2017 (previsão)1.492.294 toneladas de pluma

A previsão da Abrapa para esta safra (2016/2017) é que a produção nacional de algodão aumente 20% em relação à temporada anterior, pelas condições climáticas mais favoráveis nas regiões nordeste e centro-oeste do Brasil.

 

Principais produtores

Para maior eficiência na indústria e fiação o que mais agrega valor é o comprimento da fibra - Crédito Shutterstock
Para maior eficiência na indústria e fiação o que mais agrega valor é o comprimento da fibra – Crédito Shutterstock

O maior Estado produtor de algodão é o Mato Grosso, que responde por 66% da produção nacional, seguido da Bahia, com 22% da produção nacional, Mato Grosso do Sul (4%) e Goiás (3%), respectivamente, na terceira e quarta colocação.

Segundo Arlindo de Azevedo Moura, presidente da Abrapa e CEO da Vanguarda Agro, 99% da produção nacional está concentrada em médios e grandes produtores rurais, sendo que estes adotam alto pacote tecnológico na propriedade, pois o algodão é uma cultura agrícola que exige tecnologia de maquinário, monitoramento/controle constante de pragas, doenças e ervas daninhas.

“Neste segmento estão produtores que tomam decisões baseadas em fatos e dados, com alto nível de controle e acompanhamento gerencial da propriedade, ou seja, são produtores que comercializam sua produção utilizando ferramentas de gestão de risco, principalmente mercado futuro“, avalia o especialista.

Características que agregam valor ao algodão

Atualmente, as indústrias têxteis nacionais e internacionais mais modernas buscam os maiores patamares possíveis de eficiência e produtividade. Para que consigam atingir estes objetivos, necessitam de algodão com o máximo de uniformidade e limpeza possível.

O algodão brasileiro, por ser colhido à máquina e não manualmente, como muitos países produtores, já conta com uma diferenciação em qualidade, por não conter contaminação por corpos estranhos, o que normalmente acontece quando é colhido a mão.

Em termos de características intrínsecas da fibra, para se atingir uma maior eficiência na indústria e fiação o que mais agrega valor é o comprimento da fibra, a resistência e o micronaire, sendo que o mais importante é a regularidade e o padrão destas características.

As análises de qualidade da fibra de algodão são feitas em laboratórios, com o auxílio de máquinas de alta tecnologia e precisão que geram maior credibilidade e evitam uma série de erros que poderiam acontecer caso dependesse de outros instrumentos.

Valores de um algodão de melhor qualidade

Atualmente, uma tonelada de algodão vale, em Minas Gerais,cerca de R$ 6.133,00, ou seja, considerando o dólar a R$ 3,30, o valor de uma tonelada de algodão está cotado em U$ 1.858,00. Para Lício Augusto Pena de Sairre, diretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), em se tratando do algodão australiano, ele acreditaem uma precificação até 7% maior que o brasileiro. “Não é à toa, portanto, que grandes grupos passaram a investir na melhoria da qualidade do produto“, pontua.

Lício Augusto de Sairre, diretor executivo da Amipa - Crédito Arquivo pessoal
Lício Augusto de Sairre, diretor executivo da Amipa – Crédito Arquivo pessoal

Ainda segundo Lício Pena, o mercado paga ágios e deságios de acordo com a qualidade de fibras e tipo do algodão. “As características intrínsecas e extrínsecas da fibra estão diretamente relacionadas ao manejo adotado desde o plantio até o beneficiamento. Por outro lado, hoje trabalhamos com algodão certificado, cuja intenção é, além dos ganhos indiretos com esta certificação, agregar valor ao produto“, considera.

Atualmente, uma tonelada de algodão vale, em Minas Gerais,cerca de R$ 6.133,00 - Crédito Catarina Guedes
Atualmente, uma tonelada de algodão vale, em Minas Gerais,cerca de R$ 6.133,00 – Crédito Catarina Guedes

Essa é parte da matéria de capa da revista Campo & Negócios Grãos, edição de Agosto 2017. Adquira a sua para leitura completa.

 

 

 

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