A safra recorde de soja no Brasil já começa a refletir no bolso do consumidor. Levantamento da Associação Paulista de Supermercados (APAS), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), mostra que o preço do óleo de soja acumulou queda de 10,2% em 2026. Somente em maio, o produto ficou 1,28% mais barato, enquanto a categoria de óleos registrou deflação de 6,05% no ano.
A redução beneficia um dos itens mais presentes na cesta básica das famílias brasileiras e contribui para aliviar os gastos com alimentação.
Safra recorde impulsiona queda no preço do óleo de soja
Segundo o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, o recuo dos preços está diretamente ligado ao aumento da oferta de soja no mercado nacional e internacional.
De acordo com informações do Cepea, a colheita brasileira está praticamente concluída, confirmando a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de uma safra de aproximadamente 180 milhões de toneladas. O cenário também é favorecido pelo avanço da colheita na Argentina e pelo início do plantio nos Estados Unidos, ampliando a disponibilidade global da commodity.
Com maior oferta, o preço do óleo de soja tende a permanecer em patamares mais baixos, favorecendo o consumo das famílias.
Produtos de higiene e limpeza também ajudam a aliviar despesas
Além da queda nos óleos de cozinha, o levantamento da APAS mostra estabilidade em outras categorias de produtos de consumo recorrente.
Os artigos de higiene e beleza apresentaram redução de 0,16% em maio, enquanto os produtos de limpeza acumulam alta de apenas 0,39% no ano, indicando comportamento moderado dos preços.
Segundo a entidade, a combinação entre maior oferta de matérias-primas agrícolas e estabilidade em itens essenciais contribui para reduzir a pressão sobre o orçamento doméstico e favorecer o consumo ao longo de 2026.



