Geração centralizada solar fotovoltaica no Brasil

A geração centralizada solar fotovoltaica, composta por projetos de usinas de grande porte, assim como tantas outras aplicações da tecnologia solar fotovoltaica no Brasil, tem se consolidado cada vez mais como uma fonte renovável de geração de energia elétrica com alto valor agregado à sociedade brasileira.
Crédito Copercampos

Publicado em 21 de junho de 2019 às 08h10

Última atualização em 21 de junho de 2019 às 08h10

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Autores

Ricardo Barros
Country Manager da Engie Solar Community Brazil
Rodrigo Sauaia
Presidente executivo da ABSOLAR
 Ronaldo Koloszuk
Presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR
Crédito Copercampos

A geração centralizada solar fotovoltaica, composta por projetos de usinas de grande porte, assim como tantas outras aplicações da tecnologia solar fotovoltaica no Brasil, tem se consolidado cada vez mais como uma fonte renovável de geração de energia elétrica com alto valor agregado à sociedade brasileira.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) a partir de dados oficiais, hoje já são mais de 2.000 megawatts (MW) em usinas de geração centralizada solar fotovoltaica em operação no Brasil. O número representa mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados atraídos ao País desde 2014.

As usinas em operação geram energia elétrica limpa e renovável suficiente para suprir um consumo equivalente à necessidade de mais de três milhões de brasileiros. Adicionalmente, há mais de 1.500 MW em novos projetos em fase de desenvolvimento e construção, com início de operação prevista para até 2022.

Diversificação

Trata-se de energia elétrica não apenas limpa e renovável, mas também cada vez mais competitiva, ampliando a diversificação do suprimento elétrico de nosso País, hoje demasiadamente dependente de hidrelétricas e termelétricas fósseis. Isso contribui para o alívio de nossos reservatórios hídricos e reduz a pressão para outros usos estratégicos, como suprimento humano, agricultura, irrigação, processos industriais.

Tendência

O crescimento da fonte se dá majoritariamente pela participação do setor em leilões de energia elétrica organizados pelo Estado, por meio dos quais já foram contratados os 2.000 MW que estão em operação no Brasil.

O Governo Federal anunciou recentemente, por meio de uma portaria do Ministério de Minas e Energia, que fará seis novos Leilões de Energia Nova nos anos de 2019, 2020 e 2021, para expandir a capacidade de geração de energia elétrica do País, um excelente sinal de planejamento e continuidade para o mercado. A fonte solar fotovoltaica já participa dos Leilões de Energia Nova A-4, tendo apresentado resultados muito positivos.

No entanto, os certames com maior volume de contratação são os Leilões de Energia Nova A-6, dos quais a fonte solar fotovoltaica tem sido sistematicamente impedida de participar nos últimos anos.

Tal decisão tem frustrado as expectativas do mercado, bloqueado investimentos nacionais e internacionais estratégicos ao Brasil e prejudicado o desenvolvimento da fonte no País. O Governo Federal pode reverter este quadro e a ABSOLAR tem reforçado ao Ministério de Minas e Energia a recomendação setorial de que a fonte solar fotovoltaica seja tratada com isonomia e igualdade de condições frente às demais renováveis e participe dos leilões A-6.

O setor solar fotovoltaico está preparado e a postos para participar de todos os leilões A-4 e A-6, deste e dos próximos anos, contribuindo para a expansão renovável da matriz elétrica brasileira a preços competitivos.

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