Não tecidos: evita doenças e melhora qualidade dos frutos

Os chamados agrotêxteis não tecidos, tais como mulching, por exemplo, que faz a cobertura de plantas e de solo, trazendo a redução do uso de fertilizantes e de pesticidas
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Crédito: Agrotex

As práticas de sustentabilidade relacionadas ao agronegócio englobam ações de preservação ambiental nas atividades agrícolas e também a implantação de novas tecnologias e metodologias sustentáveis nas atividades do campo.

Os chamados agrotêxteis não tecidos, tais como mulching, por exemplo, que faz a cobertura de plantas e de solo, trazendo a redução do uso de fertilizantes e de pesticidas, agindo como solução para o controle de germinação de ervas daninhas.

Além disso, trata-se de material que permite a respirabilidade do solo, mantendo assim as suas características e evitando ter que usar fertilizantes para recuperação do mesmo após o uso.

Existem, também, aplicações tais como cobertura de cultivos com ênfase em proteção climática e/ou para proteção contra o ataque de pragas e proteção de frutos, com ensacamento individual dos mesmos no pé. São exemplos de usos nos quais os não tecidos agrotêxteis agregam mais qualidade ao produto cultivado e possibilitam uma produção mais orgânica.

Algumas aplicações

Segundo explica Laerte Maroni, membro do Conselho da ABINT (Associação Brasileira das Indústrias de Não tecidos e Tecidos Técnicos), a técnica de cobertura de solos para evitar a germinação de ervas daninhas, também conhecida como mulching, é muito utilizada porque não requer uso de defensivo agrícola, uma vez que elimina a exposição solar, e assim não ocorre a germinação. 

A técnica de cobertura do cultivo de hortaliças para evitar intempéries, tais como geadas, insolação em excesso, granizo, etc. possibilita um cultivo mais efetivo e regular, garantindo melhor qualidade do produto final e, assim, vantagem econômica.

Além disso, o uso de proteção sobre o cultivo possibilita reduzir a quantidade de defensivos, uma vez que a cultura está envolta em microclima mais hermético em virtude do uso do não tecido, não havendo desperdício.

A técnica de ensacamento individual do fruto no pé possibilita proteção do fruto, com redução significativa do uso de defensivos. O fruto passa a apresentar melhor qualidade e regularidade, o que impacta diretamente na produtividade e, consequentemente, na lucratividade, até mesmo em caso de exportação.

Em algumas culturas, como a do tomate, por exemplo, o ensacamento no pé é a única técnica que garante a proteção contra certos tipos de lagartas e brocas. Estudo da Universidade Federal do Ceará demonstra que o uso de não tecido no ensacamento da cultura de tomate aumenta a produtividade em cerca de 21%.

A técnica de subcobertura para proteção do cultivo, no caso do melão, por exemplo, é fundamental para proteção contra a ação da mosca-branca, garantindo assim melhor qualidade ao produto final e sem uso de defensivos.

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