FMC: Área demonstrativa com o programa Completo FMC junto ao produtor

O uso de inseticidas no manejo da broca-do-café (Hypothenemus hampei), aliado a estratégias de monitoramento e aplicação no momento adequado, tem demonstrado eficiência na redução da infestação e no aumento da produtividade do cafeeiro.
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A broca-do-café é um pequeno coleóptero que ataca os frutos de cafeeiro em todos os estádios de maturação, de modo que tanto o adulto quanto as larvas alimentam-se dos tecidos das sementes. As infestações não controladas de H. hampei podem reduzir a produção de café em até 80%.

Diante desse cenário, o objetivo do experimento foi avaliar a performance do programa FMC completo em uma lavoura comercial, comparado com o padrão do produtor de café do Cerrado Mineiro durante quatro safras.

Experimento

O trabalho foi conduzido pela C3 Consultoria, no município de Ibiá (MG), na Fazenda Santa Maria, a 943 m de altitude, em uma área com a cultivar Topázio MG 1190, com transplantio em 2011, no espaçamento de 3,80 x 0,75 m (3.508 pl/ha), com sistema de irrigação por gotejamento superficial. Foram selecionadas duas áreas de 4,2 ha-1 para cada manejo, sendo a área demarcada de vermelho como Manejo Propriedade e a área demarcada de verde como Manejo FMC, conforme demonstrado na Figura 1.

As aplicações foram realizadas com maquinário disponibilizado pela propriedade, regulado para um volume de calda de 500 L ha-1.

Avaliação

Em cada manejo, foram demarcados oito pontos para realizar as avaliações. Para a avaliação de produtividade, foi realizada, com auxílio de uma derriçadora manual, a derriça dos frutos sobre o pano (10 plantas/parcela). Do total colhido, foi mensurado o volume total e retirada uma amostra de cinco litros, que foi acondicionada em uma rede plástica e levada para secar ao sol.

O desenvolvimento vegetativo foi avaliado nas mesmas 10 plantas demarcadas para colheita. Em cada unidade experimental, foi avaliado o número de nós em cada ramo e o percentual de enfolhamento. Para identificar a infestação da broca (Hypothenemus hampei), foi realizada a avaliação, ao longo das safras, dos frutos colhidos nos pontos demarcados de cada manejo.

Resultados e discussão

Ao longo das avaliações, nota-se que os percentuais de frutos com brocas vivas no Manejo Propriedade obteve percentuais, em sua maioria, superiores aos percentuais no Manejo FMC. Sendo assim, o Manejo FMC mostrou-se com uma menor infestação de broca ao decorrer das safras (Figura 2). Consequentemente, os percentuais de frutos com sementes danificadas no manejo FMC foram inferiores, mostrando um menor impacto da praga neste manejo (Figura 3).

Para os dados de Produtividade (sc ha-1), na média do quadriênio, destaca-se o incremento no manejo FMC com 15,8% a mais em relação ao manejo propriedade, obtendo-se um percentual de enfolhamento de 84% e para somatório de peneiras 16>, com 29,5% na média do quadriênio (Figura 4).

Conclusões

Durante as quatro safras de condução do trabalho, conclui-se que: Quando utilizou-se o Manejo FMC, obteve-se uma menor pressão de broca (Hypothenemus hampei) no decorrer dos anos e um menor percentual de frutos com sementes danificadas. Para média de produtividade nas quatro safras, o Manejo FMC mostrou-se superior ao manejo da propriedade.

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