Mercado de defensivos

O mercado de defensivos agrícolas teve redução de 10,4% no valor em dólar em 2020 ...
Gráfico - SINDIVEG

Publicado em 2 de março de 2021 às 15h25

Última atualização em 2 de março de 2021 às 15h25

Acompanhe tudo sobre Defensivos agrícolas, Importação, Indústria, Insumos, Mercado, Produtos, Sindiveg e muito mais!
Lavoura – Foto: SINDIVEG

O mercado de defensivos agrícolas teve redução de 10,4% no valor em dólar em 2020, com faturamento de US$ 12,1 bilhões – em 2019, a receita atingiu US$ 13,5 bilhões. Os dados referem-se a produtos aplicados e são divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), a partir de levantamento encomendado a consultoria especializada.

“De janeiro a dezembro de 2020, a perda cambial foi de 18,5% para o setor”, informa o presidente do Sindiveg, Júlio Borges. “A consistente desvalorização do real frente ao dólar é um importante desafio para a indústria de defensivos agrícolas, uma vez que a maior parte dos custos está na importação de insumos e matérias-primas”, complementa.

De acordo com o presidente do Sindiveg, devido à elevada variação cambial ainda não foi possível repassar integralmente o aumento dos custos em 2020, o que deve acontecer este ano. O aumento dos preços dos insumos deve ser agravado pele elevação de preços de matérias-primas da China, bem como o custo da logística, que dobrou por escassez de contêineres e navios.

“A valorização da moeda chinesa em relação ao dólar, impulsionada pela perspectiva de crescimento da economia local, que deve atingir o maior pico em dois anos, e o aumento generalizado dos custos das matérias-primas e embalagens – como papelão e resinas – têm pressionado a indústria a reajustar seus preços para a próxima safra”, explica Júlio Borges.

Apesar da queda do valor de produtos aplicados em dólar (1,4 ponto percentual inferior à projeção feita pela entidade em dezembro), em real o valor do mercado de defensivos agrícolas aumentou 10%: de R$ 53,8 bilhões para R$ 59,1 bilhões. Em moeda norte-americana, é a primeira vez que o setor tem queda de faturamento em cinco anos analisados.

O Sindiveg ressalta que o tamanho do mercado de defensivos agrícolas não é medido a partir do valor dos produtos vendidos pela indústria, mas pelo preço que o produtor rural paga pelos insumos que efetivamente utiliza na sua propriedade. Assim, nesse valor, além do custo de comércio da indústria, está embutida também a margem de lucro das distribuidoras.

“Importante ressaltar que a área tratada com defensivos agrícolas foi maior em 2020 principalmente por dois fatores. Um deles é a ampliação da área de plantio de diversas culturas. Outro motivo fundamental está ligado ao aumento da pressão dos desafios fitossanitários nas lavouras, especialmente insetos, fungos e plantas daninhas resistentes”, destaca o presidente do sindicato.

A área tratada com defensivos cresceu 6,9% no país, chegando a 1,6 bilhão de hectares (107 milhões ha a mais que em 2019). O cálculo da área tratada considera o volume de produtos e de aplicações de insumos, assim como a área cultivada, e ajuda a compreender o cenário de utilização dos defensivos, essenciais para a produtividade da agricultura do país.

Sobre o Sindiveg

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) representa a indústria de produtos para defesa vegetal no Brasil há 79 anos. Reúne 26 associadas, distribuídas pelos diversos Estados do País, o que representa aproximadamente 40% do setor. Com o objetivo de defender, proteger e fomentar o setor, o Sindiveg atua junto aos órgãos governamentais e entidades de classe da indústria e do agronegócio pelo benefício da cadeia nacional de produção de alimentos e matérias-primas. Entre suas principais atribuições estão as relações institucionais, com foco em um marco regulatório previsível, transparente e baseado em ciência, e a representação legitima do setor com base em dados econômicos e informações estatísticas. A entidade também atua em prol do fortalecimento e da valorização da comunicação e da imagem do setor, assim como promove o uso correto e seguro dos defensivos agrícolas. Para mais informações, acesse www.sindiveg.org.br.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Circuito Nature por NINHO 2026 destaca avanços da pecuária sustentável em Patos de Minas

2

3ª Jornada do Café Regenerativo debate mercado, carbono e construção de valor no agro

3

Aquishow Brasil 2026 abre programação com foco na tilapicultura

4

Pneushow 2026 destaca inovação e sustentabilidade na reforma de pneus

5

Semana do Meio Ambiente 2026 do Grupo Jacto mobiliza colaboradores e comunidades

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Caminhões transportando contêineres em terminal logístico de exportação, com porto, guindastes, empilhadeiras e avião ao fundo, representando transporte internacional de cargas e comércio exterior.

Caravana Frutas celebra primeiro embarque de uvas com tarifa zero para a União Europeia

Revista de maior circulação do Agro

Revista rural de maior circulação do Agronegócio

Estande do Sicredi na feira AgroBrasília 2026 oferecendo linhas de crédito rural no Distrito Federal.

Sicredi oferece R$ 500 milhões em Crédito Rural na AgroBrasília 2026

Grãos de soja representando o complexo soja no Brasil, com foco no processamento industrial e na produção de derivados como farelo e óleo, simbolizando o crescimento do esmagamento de soja e a expansão da indústria brasileira em 2026.

Brasil deve bater recorde no esmagamento de soja em 2026