Manejo integrado de pragas e doenças

O manejo integrado de pragas e doenças é uma estratégia sustentável e eficaz para garantir a saúde das plantas e a produtividade agrícola.

Publicado em 19 de maio de 2023 às 13h10

Última atualização em 19 de maio de 2023 às 13h10

Acompanhe tudo sobre doenças, Manejo Integrado, pragas e muito mais!

Ariana Tabordo
Coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento – Aqua do Brasil
Aline Mian
Analista de Pesquisa e Desenvolvimento – Aqua do Brasil
Caio Alves
Coordenador Técnico de Produto – Aqua do Brasil

Das aplicações calendarizadas utilizando sempre o mesmo produto, há necessidade de rotação de produtos, uso de biológicos, indutores de resistência e fitoquímicos para melhor controle das pragas e doenças.
Com a intensificação da agricultura moderna e o uso irracional dos produtos químicos no passado para manejo de pragas e doenças, novas ferramentas se tornaram essenciais para o alcance de altas produtividades, alimentos com qualidade e sem resíduos para o consumidor.
A necessidade de usar ferramentas alternativas aos químicos sintéticos vem tanto da pressão da sociedade, como, por exemplo, o conceito de agricultura regenerativa e da agenda 2030 da ONU (Organização das Nações Unidas), mas sobretudo da redução da performance desses produtos em relação a pragas e doenças, que com o passar dos anos sofreram uma alta pressão de seleção, sobressaindo os indivíduos resistentes ou tolerantes, tornando-se um grande desafio para agricultura moderna.
Outra consequência do uso irracional dos defensivos químicos é surgir pragas e doenças, que antes eram consideradas secundárias ou terciárias, e com o desequilíbrio ecológico passaram a ser grandes problemas para os produtores rurais.

O que fazer?

Então, os produtores devem parar de utilizar os produtos químicos sintéticos? A resposta é curta: NÃO!
Sem esses produtos, não conseguiríamos os patamares de produtividades que estamos alcançando ano após ano nas mais diversas culturas. Essas ferramentas são indispensáveis para que a agricultura possa continuar a produzir alimentos para uma população que não para de crescer e que exige, além de comer mais, se alimentar melhor.
Porém, para que tais ferramentas possam continuar efetivas por um longo período, precisamos, e com certa urgência, adotar o Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP&D), em que se faz o uso racional de todas as ferramentas disponíveis para o manejo das pragas e doenças.
E, antes do uso dessas ferramentas, se faz necessário o conhecimento, monitoramento, elaboração dos níveis de controle e conhecer os inimigos naturais, que fazem o alicerce para o MIP&D.

Figura 1. Diagrama, análogo a uma casa, mostrando as informações como alicerce, e as ferramentas disponíveis aos produtores, como paredes, sustentando o MIP&D.

Sinergismo

Para que esse conceito funcione na prática, há necessidade de sinergismo entre as ferramentas (pilares). Ou seja, 1 + 1 tem que ser igual a 3, ou mais. Uma ferramenta não pode interferir negativamente na outra.
Nesse sentido, um dos grandes desafios é a compatibilidade entre elas, especialmente quando se tratam dos produtos biológicos, que são organismos vivos, sensíveis a qualquer variação do meio ou outro composto que vá junto na mistura de calda.
No desenvolvimento dos produtos da Aqua do Brasil, pioneira na produção de fitoquímcos, produtos cujo ingrediente ativo são obtidos da matéria-prima vegetal, uma das características importantes avaliadas é o sinergismo com as outras ferramentas, especialmente os químicos e biológicos.
A seguir, vemos o teste de compatibilidade dos produtos da linha Química Verde com Bacillus subitilis, demonstrando que podem ser utilizados em conjunto no MIPD.

A – Crescimento normal de B. subtilis em meio de cultura

B – Inibição do crescimento do B. subtilis pela presença de antibiótico nos discos de papéis (formação do halo)

C – Crescimento normal do B. subitilis na presença de FLAVON nos discos de papéis, sem a formação do halo de inibição

D – Crescimento normal do B. subtilis na presença de SYSTEMIC nos discos de papéis, sem a formação do halo de inibição

E – Crescimento normal do B. subitilis na presença de STRAIKE nos discos de papéis, sem a formação do halo de inibição

F – Crescimento normal do B. subitilis na presença de DUQUE nos discos de papéis, sem a formação do halo de inibição

G – Crescimento normal do B. subitilis na presença de BEST FLY nos discos de papéis, sem a formação do halo de inibição

H – Crescimento normal do B. subitilis na presença de REDOBRO nos discos de papéis, sem a formação do halo de inibição

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