Linha de produtos à base de algas da Acadian são enquadrados como biofertilizantes pelo Ministério da Agricultura

Publicado em 19 de agosto de 2026 às 15h38

Última atualização em 25 de agosto de 2026 às 13h17

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A evolução da regulamentação dos insumos agrícolas no Brasil possibilita estabelecer distinção entre produtos destinados exclusivamente à nutrição vegetal e os biofertilizantes que, além dessa função, também provocam efeitos fisiológicos positivos sobre as plantas. “Os biofertilizantes consolidam-se como uma categoria que reúne tecnologias que vão além do simples fornecimento de nutrientes, promovendo o desenvolvimento das culturas, aumentando sua resistência e favorecendo sua recuperação diante de diferentes condições de estresse”, explica Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond na BU Atlantic.

Para o agricultor, essa diferenciação representa mais clareza no momento de escolher determinada tecnologia para uso na lavoura. “Nesse sentido, o avanço da regulamentação deixa claro para os agricultores qual a função exata de cada produto. Quando falamos de biofertilizantes, nos referimos às tecnologias que apresentam variadas composições de bioativos e benéficos efeitos fisiológicos comprovados sobre as plantas”, informa Bruno Carloto.

Para que um produto seja enquadrado como biofertilizante, ele precisa passar por processos de avaliação e comprovação dos efeitos fisiológicos, demonstrando que sua atuação vai além da função exclusivamente nutricional. Desse modo, a categorização contribui para diferenciar soluções destinadas ao fornecimento de nutrientes daquelas que apresentam efeitos comprovados sobre a fisiologia da planta, por exemplo, à tolerância a estresses, desenvolvimento vegetal e à recuperação das plantas.

Samir Geraigire, gerente técnico regional Latam Sul, diz que essa separação é importante em um cenário em que diferentes soluções podem apresentar componentes semelhantes, mas desempenhar funções distintas no campo. “É importante que o mercado consiga separar o que é nutrição do que é bioestimulação. Um nutriente exerce função nutricional, enquanto um biofertilizante, quando devidamente comprovado e registrado nessa categoria, oferece outros efeitos fisiológicos benéficos. Isso ajuda o produtor a entender melhor o que está utilizando e qual resultado esperar”, explica.

Devido a essas diferenças, a Acadian Sea Beyond, maior empresa independente de colheita e extração de alga marinha do mundo, avança e enquadra o seu portfólio no Ministério da Agricultura e Pecuária para a categoria de biofertilizantes nos produtos formulados 100% extrato da alga marinha Ascophyllum nodosum. Originária do Atlântico Norte do Canadá, essa espécie cresce em regiões costeiras e está adaptada a condições ambientais desafiadoras, como variações de maré, temperatura e exposição ao ambiente. A partir dessa matéria-prima, a empresa desenvolve tecnologias voltadas à agricultura e busca ampliar o reconhecimento de seu portfólio a partir de soluções baseadas em extratos de algas com efeitos fisiológicos comprovados.

Para a Acadian, esse movimento reforça seu compromisso com a transparência e a comprovação dos benefícios associados aos seus biofertilizantes. “Essa regulamentação beneficia toda a cadeia de biofertilizantes. Para os formuladores, por exemplo, ter acesso a matérias-primas adequadamente enquadradas e respaldadas pela regulamentação proporciona mais segurança. Essa evolução contribui com a estruturação de todo o mercado de biofertilizantes do Brasil”, completa Bruno Carloto.

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