‘INIA Castellano F1’ e ‘INIA Tango F1’: potencial produtivo em foco

INIA Castellano F1 - Ponteiro
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Matias González-Arcos
Pesquisador do Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA) Uruguai
Flávio Pagnan
Diretor da Agrocinco

Há 10 anos, o Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA) do Uruguai e a empresa de sementes hortícolas Agrocinco mantêm uma aliança estratégica que complementa capacidades para promover o melhoramento genético de tomate e o desenvolvimento conjunto de híbridos para a região.

O objetivo é gerar híbridos adaptados a diferentes ambientes de produção, com múltiplas resistências a doenças e destaque em qualidade de fruto. Como resultado desta parceria, apresentamos duas novas propostas dentro do segmento de tomates saladete.

‘INIA Castellano F1’

Tomate híbrido indeterminado tipo saladete. Selecionado para produção tanto em estufa quanto em campo aberto.

É uma planta de entrenós curtos e vigor médio, o que facilita o manejo e permite excelente ventilação e distribuição de luz. Os cachos e frutos ficam cobertos pelas folhas.

Fruto oval curto, de coloração vermelha uniforme, muito firme e com excelente conservação pós-colheita. Destaca-se da planta sem o pedúnculo. Peso médio comercial de 170–200 gramas.

As linhagens parentais de ‘INIA Castellano’ foram selecionadas para complementar resistência genética às principais viroses e doenças de solo que afetam a cultura na América do Sul.

Possui o gene Sw-5, que confere resistência aos Tospovirus predominantes na região; o gene Tm-22, que confere resistência a Tobamovirus (TMV e ToMV); o gene Ty-1, que confere resistência a algumas espécies de Begomovirus; os genes I, I-2 e I-3, que conferem resistência à murcha de fusarium (Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici raças 1, 2 e 3, respectivamente); o gene Ve, que confere resistência à murcha de verticilio (Verticillium dahliae e V. albo-atrum, raça 1); e o gene Mi, que confere tolerância a várias espécies de nematoides-das-galhas (Meloidogyne incognita, M. javanica e M. arenaria) em temperaturas de solo inferiores a 28°C.

Quanto a fungos e bactérias foliares, apresenta resistência à mancha-de-stemphylium (Stemphylium sp.), determinada pelo gene Sm, e o gene Pto, que confere resistência à pinta bacteriana (Pseudomonas syringae pv. tomato raça 0).

Produção e recomendações

Por suas características de planta e resistências foliares, adapta-se muito bem a ciclos de produção em campo aberto, assim como em ambientes protegidos (estufas). Apresenta início de produção muito rápido e mantém boa sequência de cachos e pegamento de frutos até o final do ciclo.

Atenção especial ao boro. Curva de absorção disponível no site www.agrocinco.com.br. Para maximizar seu potencial, devido às suas características vegetativas e produtivas, apresenta excelente resposta ao uso de porta-enxertos de vigor médio e alto.

‘INIA Tango’

Tomate híbrido indeterminado tipo saladete. Selecionado para produção em estufa. Planta de entrenós curtos, com vigor médio, facilitando o manejo e permitindo excelente ventilação e distribuição de luz.

Fruto oval, de coloração vermelha uniforme, muito firme e com excelente conservação pós-colheita. Destaca-se da planta sem o pedúnculo. Peso médio comercial de 170–200 gramas.

As linhagens parentais de ‘INIA Tango’ foram selecionadas para complementar resistência genética às principais viroses e doenças de solo que afetam a cultura na América do Sul.

Possui o gene Sw-5, que confere resistência aos Tospovirus predominantes na região; o gene Tm-22, que confere resistência a Tobamovirus (TMV e ToMV); o gene Ty-1, que confere resistência a algumas espécies de Begomovirus; os genes I, I-2 e I-3, que conferem resistência à murcha de fusarium (Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici raças 1, 2 e 3, respectivamente); o locus Ve, que confere resistência à murcha de verticilio (Verticillium dahliae e V. albo-atrum, raça 1); e o locus Mi, que confere tolerância a várias espécies de nematoides-das-galhas (Meloidogyne incognita, M. javanica e M. arenaria) em temperaturas de solo inferiores a 28°C.

Quanto aos fungos foliares, apresenta resistência ao oídio (cinza), causado pelo fungo Oidium neolycopersici.

Resumo comparativo das principais características de ‘INIA Tango F1’ e ‘INIA Castellano F1’

CaracterísticaINIA CastellanoINIA Tango
Ambiente recomendadoCampo aberto e estufaEstufa
Hábito de crescimentoIndeterminadoIndeterminado
VigorMédio-baixoMédio-baixo
Resistências foliaresVerticilium 1, Fusarium 1, 2 e 3, mancha de stemphylium, pinta bacteriana (Pto), vira-cabeça (TSWV, GRSV, TCSV), Geminivírus/ Begomovirus (Ty) e nematoidesVerticilium 1, Fusarium 1, 2 e 3, oídio (Oidium neolycopersici), vírus do mosaico do tomate (ToMV), vira-cabeça (TSWV, GRSV, TCSV), Geminivírus/Begomovirus (Ty) e nematoides
Formato do frutoOvalado curtoOvalado
Peso médio comercial170-200 gramas170-200 gramas
PrecocidadeMuito altaMuito alta
Porta-enxerto para aumentar vigorRecomendadoRecomendado

Produção e recomendações

INIA Tango adapta-se muito bem a ciclos de produção em ambientes protegidos. Possui início de colheita muito precoce. Seu excelente pegamento e tolerância a distúrbios fisiológicos permitem antecipar datas de plantio em climas frios, mantendo adequada produção e qualidade de fruto, possibilitando explorar janelas de produção difíceis devido a condições ambientais adversas.

Mantém boa sequência de cachos e pegamento de frutos até o final do ciclo. Curva de absorção disponível no site www.agrocinco.com.br. Para maximizar seu potencial, devido às suas características vegetativas e produtivas, apresenta excelente resposta ao uso de porta-enxertos de vigor médio e alto.

Uso de porta-enxertos

Tanto ‘INIA Tango’ quanto ‘INIA Castellano’ foram selecionados para produzir de forma rápida (precoce), facilitar o manejo das plantas e permitir boa ventilação e entrada de luz.

Para manter esses benefícios em conjunto e maximizar o potencial de crescimento e produção ao longo do ciclo, recomenda-se enxertá-los sobre porta-enxertos que proporcionem vigor médio a alto.

Diferentes combinações validadas no Uruguai (estufa) e no Brasil (campo aberto e estufa) relatam melhorias importantes em rendimento e qualidade de fruto, com plantas que podem ser conduzidas com duas ou mais hastes.

Nessas condições, os materiais não apresentaram problemas típicos associados ao desequilíbrio vegetativo, atraso na entrada em produção ou incidência de distúrbios fisiológicos relacionados à qualidade de fruto.

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