Greening – Pesquisa de uma década comprova outro jeito para tratar

Fotos Camilo Melina

Publicado em 14 de janeiro de 2018 às 07h20

Última atualização em 14 de janeiro de 2018 às 07h20

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Fotos Camilo Melina

Só em 2017, 32 milhões de árvores do parque citrícola de São Paulo e Minas Gerais (16,73%) já foram afetadas pelo greening (Huanglongbing/HLB), segundo levantamento do Fundecitrus divulgado em junho.

A doença afeta quase todas as regiões produtoras de citros do mundo e também coloca em risco a citricultura brasileira. Em busca de uma solução, um grupo de pesquisadores da Conplant, empresa focada em nutrição e fisiologia de plantas, em parceria com a Allplant, da área de fertilizantes, desenvolveram o manejo fisiológico do greening.

O MFG, como está sendo chamado, possibilita o controle do desenvolvimento do HLB ou amarelão, como também é conhecida a doença, bem como implantar novos pomares em áreas contaminadas.

O novo tratamento não evita o aparecimento da doença, mas “é um conjunto de ações baseado em nutrição, estimulantes vegetais e manejo de solo, que previne o desenvolvimento da severidade da doença e evita que ela cause grandes danos e prejuízos às plantas“, explica o engenheiro agrônomo, Camilo Lázaro Medina, pesquisador da Conplant e líder do desenvolvimento do MFG.

Pesquisa

Pesquisador Camilo Melina junto as plantas recuperadas que receberam  MFG e logo atrás planta com HLB sem manejo - Fotos Camilo Melina
Pesquisador Camilo Melina junto as plantas recuperadas que receberam MFG e logo atrás planta com HLB sem manejo – Fotos Camilo Melina

De acordo com o pesquisador e diretor da Conplat, OndinoCleante Bataglia, são mais de 10 anos de pesquisa para o desenvolvimento do tratamento à base de nutrientes e bioestimulantes. O MFG já está sendo aplicado com sucesso em pomares comercias nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

O pesquisador Camilo Medina relata que “os pomares que recebem o tratamento, além do controle da doença,apresentam aumento da produtividade, pois o manejo, além de agir nas plantas sintomáticas, oferece nutrientes que também ajudam as plantas sadias“.

Os pesquisadores ressaltam que, mesmo com MFG, o combate ao inseto vetor da doença, o psilídeo, não pode ser interrompido. Além disso, é importante seguir as orientações dadas pelas legislações a respeito do greening.

Essa matéria você encontra na edição de janeiro 2018  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua.

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