Governo lança Plano Safra de R$ 525,1 bilhões para grandes produtores

Imagem: Diego Vara/Reuters
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O governo federal lançou hoje o Plano Safra 2026/2027, que prevê a liberação de R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial no ciclo produtivo. O montante é R$ 9 bilhões maior do que o da safra anterior.

O que aconteceu
Plano Safra prevê linhas de crédito para médios e grandes produtores. A iniciativa busca fortalecer a produção agropecuária brasileira. Do total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização para garantir o pagamento de despesas essenciais da atividade, como a aquisição de insumos, condução das lavouras, manutenção dos rebanhos e venda dos produtos.

Os demais R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos no setor. A verba apoiará a modernização produtiva, a ampliação da capacidade de armazenagem, a irrigação, a inovação tecnológica, a renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comemorou a sequência de safras recordes consecutivas no Brasil. Durante o evento de apresentação do novo Plano Safra, ele recordou que muitos duvidaram da renovação do patamar alcançado no ano passado. “Eu sigo muito confiante de que teremos novamente um crescimento da nossa safra, ancorado no crescimento da nossa economia”, afirmou.

Programa reduz as taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial. Para aqueles enquadrados no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), programa voltado aos médios produtores rurais, o volume previsto de recursos alcança R$ 72,6 bilhões. A linha de crédito tem taxa máxima de juros de 9% ao ano, alíquota 1 ponto percentual inferior à praticada no ciclo anterior.

“ Mesmo em um cenário de taxa de juros alta, conseguimos fazer um esforço para a redução dos juros em todas as linhas para o agronegócio empresarial. ”

— Dario Durigan

Governo destaca a importância da redução dos juros para os produtores agrícolas. O Planalto afirma que a decisão “fortalece um segmento essencial para a produção de alimentos, a geração de empregos e a dinamização das economias locais”. Com o crédito mais acessível, é esperado que os produtores tenham melhores condições para custear a produção, ampliar investimentos e conduzir o ciclo produtivo com mais segurança.

Fortalecimento da agricultura não será prejudicial às regras fiscais, afirmam ministros. A equipe à frente do Plano Safra destacou o compromisso do governo com as contas públicas. “O presidente acompanhou pessoalmente a construção desse Plano Safra, sempre com a convicção de que era possível conciliar a responsabilidade fiscal com a expansão sustentável do crédito rural”, disse o ministro da Agricultura, André de Paula.

“A responsabilidade fiscal e política agrícola não são opostas, são condições complementares. A agricultura precisa de crédito, mas precisa também de estabilidade, de previsibilidade e de confiança.”
André de Paula

Fonte: UOL

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