Fertilizantes organominerais na cultura do café

Publicado em 25 de outubro de 2015 às 19h00

Última atualização em 25 de outubro de 2015 às 19h00

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Cássio Ricardo Rodrigues Gomes

ATV da Bio Soja

cassioagrogomes@hotmail.com

Renato Passos Brandão

Gestor Agronômico da Bio Soja

renatobrandao@biosoja.com.br

Rodrigo Chiarelli

RTV da Bio Soja

rodrigochiareli@terra.com.br

 

Neste momento, há inúmeras incertezas no horizonte que podem agravar o cenário econômico, político e social do País. A crise econômica mundial de 2008 ainda não está totalmente superada. Nas últimas semanas, as incertezas em relação à economia da China geraram apreensões no mundo, inclusive no Brasil. Neste momento, a única certeza é que a China dificilmente terá, nos próximos anos, taxas de crescimento econômico de dois dígitos.

O Brasil vive uma crise única na sua história republicana: crise econômica, política e de valores. As cotações do dólar são reflexos do contexto em que se encontra o País. Além dos fatores econômicos, as mudanças climáticas são uma realidade. As temperaturas estão subindo gradativamente e o regime pluviométrico está bem diferente das últimas décadas.

Os fatores mencionados acima podem afetar a cafeicultura de diversas maneiras. Pode ocorrer redução nas cotações do café, redução nas linhas de financiamento e elevação no custo de produção.

Entretanto, o cafeicultor tem que profissionalizar ainda mais a sua atividade econômica. É necessário aumentar ainda mais a produtividade das lavouras cafeeiras e, se possível, melhorar a qualidade da bebida do café.

A utilização de novas tecnologias pode ser uma das alternativas para a melhoria da performance das lavouras cafeeiras, desde que proporcionem aumento na rentabilidade. A adubação com os fertilizantes organominerais é uma alternativa viável agronômica e economicamente na cafeicultura, melhorando a produtividade e aumentando a rentabilidade da cultura.

Fertilizantes organominerais

Os organominerais são os fertilizantes mais completos que existem no mercado nacional e mundial. Os fertilizantes organominerais são constituídos por uma fração mineral contendo os elementos químicos necessários às plantas (nutrientes) e uma fração orgânica.

A fração orgânica é constituída pelas substâncias húmicas, que são o estágio final da humificação dos resíduos orgânicos. São compostas por três frações: ácidos fúlvicos, ácidos húmicos e huminas.

As substâncias húmicas são as frações mais ativas da matéria orgânica, proporcionando uma série de benefícios às plantas e aos solos, gerando um maior equilíbrio químico, físico, físico-químico e biológico e aumentando o potencial produtivo das lavouras de café.

O que é o Fertium® Phós?

É um fertilizante organomineral com altos teores de substâncias húmicas e enriquecido com nitrogênio e fósforo (Tabela 1). O nitrogênio e o fósforo são provenientes de fontes solúveis em CNA + água.

Centralizar as informações dos “Dados técnicos“.

Tabela 1. Dados técnicos do Fertium® Phós.

Parâmetros

Dados técnicos

Nitrogênio (N total)

3%

Fósforo (P2O5 solúvel em CNA + água)

15%

Carbono orgânico total (COT)

11%

Capacidade de troca catiônica (CTC)

500 mmolc/kg

Umidade máxima

20%

Odor

Inodoro

Cor

Escura

Natureza física

Farelada

Ensaios com Fertium® Phós em café arábica

a. Implantação de uma lavoura de café arábica

Foi instalado um ensaio de campo com o Fertium® Phós na cultura do café arábica sequeiro em Boa Esperança (MG), em lavoura da cultivar Mundo Novo IAC 379-19, plantada em janeiro de 2013, no espaçamento de 3,5 x 0,7 m, com 4.081 plantas/ha.

O solo da área experimental é um Latossolo Vermelho distrófico, classe textural argilosa com 45% de argila, 15% de silte e 40% de areia. O teor de P no solo era muito baixo (P = 1,5 mg/dm3 ” Mehlich-1).

Foram avaliadas duas fontes de fósforo (superfosfato simples e o Fertium® Phós) na dose de 60 g de P2O5 por metro linear de sulco e duas doses de composto orgânico (0 e 3 L por metro linear de sulco). O composto orgânico é uma mistura de esterco bovino e de aves na proporção de 1:1 (peso/peso), equivalente a aproximadamente 1,8 kg de composto por metro linear de sulco.

Foi realizada uma calagem com 2 t/ha de calcário dolomítico. Os demais tratos culturais foram definidos de acordo com o Manual de Recomendações da Fundação Procafé. A primeira safra comercial foi colhida em junho de 2015.

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro  da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua para leitura integral.

 

 

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