Exportação será um dos temas do Encontro Nacional de Cooperativas

A atividade exportadora é essencial para o desenvolvimento econômico de um país uma vez que dá a oportunidade de ampliar a proporção da produção; reduzir a carga tributária, aperfeiçoar os procedimentos manufatureiros industriais, crescer e inovar a capacidade. Além disso, as empresas que exportam passam a ter tendências inovadoras em relação às não exportadoras; e quando a empresa trabalha bem e garante a satisfação do seu cliente passa a ser o tipo de empresa referência no seu país e no exterior.

Publicado em 27 de maio de 2019 às 14h15

Última atualização em 27 de maio de 2019 às 14h15

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– Maior cooperativa do setor no Brasil, Cooxupé, embarcou 5,23 milhões de sacas de café em 2018 e vai contar os desafios enfrentados para alcançar estes números

A atividade exportadora é essencial para o desenvolvimento econômico de um país uma vez que dá a oportunidade de ampliar a proporção da produção; reduzir a carga tributária, aperfeiçoar os procedimentos manufatureiros industriais, crescer e inovar a capacidade. Além disso, as empresas que exportam passam a ter tendências inovadoras em relação às não exportadoras; e quando a empresa trabalha bem e garante a satisfação do seu cliente passa a ser o tipo de empresa referência no seu país e no exterior. 

Mas exportar é desafiador e o mercado precisa estar favorável. De acordo com Carlos Augusto Rodrigues de Melo, presidente da Cooxupé e um dos palestrantes no Encontro Nacional das Cooperativas Agropecuárias (ENCA), que ocorrerá nos dias 4 e 5 de junho de 2019, em Campinas, confiança, qualidade do café e mercado internacional favorável são alguns quesitos imprescindíveis. “O cooperado precisa entender o quanto é importante fazer parte de uma cooperativa e se manter fiel, entregando seu café a ela. A Cooxupé, reconhecida internacionalmente, atua no mercado dando voz e possibilidade aos seus associados e, também, oportunidade para que eles participem quando as condições de comercialização estão favoráveis”, explica. 

Ainda na visão do presidente da Cooxupé, a qualidade do café, também é um desafio aos produtores para que tenham seu café classificado como diferenciado, condição que eleva preços no momento da venda do café. “Nesse sentido, a Cooxupé não mede esforços para oferecer assistência técnica gratuita, tendo condições de melhorar seu manejo e produção, ganhando em qualidade e em competitividade”, salienta.  

Exportação para 51 países 

Em 2018, a Cooxupé recebeu 6,45 milhões de sacas e embarcou 5,23 milhões – entre as quais 3,92 milhões foram para as exportações diretas para 51 países e 1,02 milhão para o mercado interno. Esse montante rendeu um faturamento de R$ 3,793 bilhões. Já as sobras somaram no total R$ 143.926.486 – valor 42% maior ante 2017 (R$ 101 milhões) – dos quais R$ 50 milhões foram distribuídos exclusivamente aos cooperados. “Mesmo com a greve dos caminhoneiros que aconteceu no ano passado, 2018 foi um ano em que as expectativas da Cooxupé foram atingidas. 2018 foi ano de bienalidade alta. Já em 2019, ano de bienalidade baixa, a Cooxupé espera receber 5,8 milhões de sacas de café arábicas, tipo produzido em toda área de atuação da cooperativa como Sul e Cerrado de Minas Gerais e Média Mogiana do Estado de São Paulo”, conta.  

Atualmente, 80% das atividades da Cooxupé respondem por exportações. Neste caso, vale lembrar que o cooperado comercializa o seu café com a Cooxupé e a cooperativa, dentro de seus estoques e possibilidades, segue com seus compromissos comerciais junto ao mercado exterior.

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