Embrapa desenvolve algodão de fibra longa

Crédito Isaias Alves

Publicado em 11 de setembro de 2015 às 07h00

Última atualização em 11 de setembro de 2015 às 07h00

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Luiz Paulo de Carvalho

Pesquisador da Embrapa na área de melhoramento genético

lpaulo@cnpa.embrapa.br

Crédito Isaias Alves
Crédito Isaias Alves

Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) obteve fibras longas de algodão, que o Brasil não produz e precisa importar para atender um nicho específico de mercado. Se novas pesquisas com as variedades desenvolvidas comprovarem a produtividade destas plantas, o País poderá cultivar em território nacional fibras que hoje compra de outros países e que, inclusive, já chegou a importar do Egito.

Características

O que a Embrapa desenvolveu foram linhagens de algodão herbáceo com fibras mais longas, com 32 a 34 mm no HVI, aproximando-se este último valor das fibras extralongas. Esse material ainda não tem nome e são apenas linhagens que deverão passar por alguns anos de testes antes de se tornarem cultivares e, portanto, não estão ainda no mercado.

Antes destas, a Embrapa já havia desenvolvido outras cultivares de fibra longa, como a BRS ACACIA e a BRS 336, entre outras já disponíveis no mercado.

Benefícios

O algodão de fibra longa e extralonga produz fios mais finos e com maior resistência, sendo a qualidade dos tecidos derivados deles melhor. O extralongo também é usado na fabricação de linhas.

Apenas 3% da produção mundial de algodão é de fibras longas e extra longas. Se considerarmos a produção de algodão do Brasil em 2010 de aproximadamente 1.040.000 toneladas de pluma, teríamos em torno de 31.000 toneladas de fibra longa e extra longa. Esta seria a demanda por fibras longas e extralonga do Brasil, o que corresponderia a uma área plantada em torno de 21.000 ha.

A produção deste tipo de algodão está diminuindo nos países produtores, então, seria vantajoso se o Brasil pudesse produzir para exportar.

Crédito Isaias Alves
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Para breve

É importante frisar que os materiais obtidos ainda não são comerciais. São apenas linhagens de algodão herbáceo com comprimento de fibra mais longo que o usual de fibra longa.

A Embrapa Algodão já desenvolveu, antes desta pesquisa, outros materiais de fibra longa e que são comerciais, como dito anteriormente. A diferença para estes novos materiais desenvolvidos é que o comprimento de fibra é um pouco maior.

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