Dessecação em pré-semeadura reduz incidência de plantas daninhas

Créditos Acervo Supra Pesquisa

Publicado em 23 de outubro de 2015 às 07h00

Última atualização em 23 de outubro de 2015 às 07h00

Acompanhe tudo sobre Água, Algodão, Biológico, Colheita, Dessecação, Herbicida, Manejo Integrado, Plantio direto, Transgênico e muito mais!

Alfredo Junior Paiola Albrecht

ajpalbrecht@yahoo.com.br

Leandro Paiola Albrecht

Professores da UFPR ” Setor Palotina e supervisores do Grupo Supra Pesquisa

Fábio Henrique Krenchinski

Vinicius Gabriel Caneppele Pereira

Acadêmicos de Agronomia da UFPR ” Setor Palotina e Integrantes do Grupo Supra Pesquisa (www.supra.ufpr.br)

 

Créditos Acervo Supra Pesquisa
Créditos Acervo Supra Pesquisa

Efeitos negativos no crescimento, desenvolvimento e produtividade de uma cultura, devido à presença de plantas daninhas, não são atribuídos unicamente à competição imposta por elas, mas são resultantes de um conjunto de pressões ambientais que estão direta ou indiretamente ligadas à presença delas no agroecossistema.

Assim, é classificada como interferência este somatório de ações negativas impostas à cultura de interesse, em decorrência da presença de plantas daninhas no ambiente agrícola.

Tipos

Em se tratando da ciência das plantas daninhas, existem cerca de 30.000 espécies que causam danos às culturas comerciais, como a soja, por meio da competição por nutrientes, água, espaço físico e luz, ou ainda liberando substâncias alelopáticas, impossibilitando que as culturas expressem todo seu potencial produtivo.

Isso ocorre devido à agressividade destas plantas infestantes, que apresentam características adaptativas para suportar condições adversas e se propagar, enquanto as culturas como a soja, por meio do melhoramento genético, perderam esta “agressividade“ para ganhar em produtividade, ficando mais vulneráveis aos efeitos deletérios causados pelas plantas daninhas.

O manejo das plantas daninhas de forma sustentável deve ser buscado nas áreas de produção agrícola com o intuito de aumentar o rendimento das culturas, mantendo a qualidade do produto final. Para isso, é necessária a pesquisa constante na área de biologia e manejo de plantas daninhas, objetivando alicerçar uma agricultura que vise sistemas de cultivo cada vez mais produtivos e rentáveis, respeitando os aspectos sociais, econômicos e ambientais.

Nesse contexto, ressalta-se que o manejo de plantas daninhas é uma prática de fundamental importância para a obtenção de altos rendimentos em qualquer exploração agrícola, e é tão antiga quanto a própria agricultura. Conforme a espécie, a densidade e a distribuição da infestante na lavoura, as perdas são mais significativas, sendo que para a soja pode chegar a 90%.

Controle

Os métodos normalmente utilizados para controlar as infestantes são o preventivo, mecânico, físico, biológico, químico e o cultural. É recomendável a utilização de mais de um método, para que ocorra um manejo integrado e eficiente das plantas daninhas.

Segundo especialistas, a grande aceitação do método químico está vinculada ao fato de que o controle das plantas daninhas por herbicidas proporciona várias facilidades e vantagens. Entre elas destacam-se: menor dependência da mão de obra, que é cada vez mais cara e difícil de ser encontrada; mesmo em épocas chuvosas, o controle químico das plantas daninhas é eficiente na linha de plantio e não afeta o sistema radicular das culturas; permite o cultivo mínimo ou plantio direto das culturas; pode controlar plantas daninhas de propagação vegetativa; permite alteração no espaçamento, quando necessário; e com as cultivares de soja, milho e algodão transgênicos tolerantes a herbicidas foi proporcionada uma série de facilidades e benefícios aos agricultores.

Área agrícola com alta infestação de plantas daninhas após a colheita do milho de segunda safra. Palotina
Área agrícola com alta infestação de plantas daninhas após a colheita do milho de segunda safra. Palotina ” PR, 2015 – Crédito

Eficiência

A prática da dessecação na pré-semeadura da cultura da soja é uma técnica amplamente adotada pelos agricultores, com o intuito de iniciar as atividades de condução da cultura com o campo livre das plantas daninhas. Tendo em vista a dificuldade no controle de algumas espécies em aplicações de pós-emergência da cultura, o manejo pré-semeadura aparece como uma ótima forma para o controle destas plantas.

O principal objetivo desta ferramenta é eliminar as plantas daninhas ou, no mínimo, retardar seu desenvolvimento, a fim de facilitar e complementar o manejo por meio de aplicações em pós-emergência da cultura.

No sistema de manejo convencional de solo, que era muito empregado no passado, as plantas daninhas presentes eram controladas mecanicamente pelos implementos que realizam o preparo do solo, e era comum durante essa etapa a utilização de herbicidas pré-emergentes.

Atualmente, com a semeadura direta, esse trabalho é realizado por herbicidas dessecantes, que consistem na eliminação de toda a vegetação existente antes da semeadura das culturas. Para essa finalidade são utilizados herbicidas de ação sistêmica ou de contato e normalmente não seletivos, apresentando amplo espectro de controle.

 Experimento para avaliação de controle de plantas daninhas na entressafra em Assis Chateaubriand (PR) - Créditos Acervo Supra P
Experimento para avaliação de controle de plantas daninhas na entressafra em Assis Chateaubriand (PR) – Créditos Acervo Supra P

Essa matéria completa você encontra na edição de outubro  da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua para leitura integral.

 

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Alga marinha Ascophyllum nodosum revoluciona a agricultura sustentável e aumenta a produtividade no campo

2

Federarroz orienta produtores sobre acesso ao PEP e Pepro e reforça importância das exportações

3

14ª Abertura Oficial da Colheita da Oliva: produção de azeite deve se aproximar de 1 milhão de litros no Brasil em 2026

4

Produção de café em Rondônia se recupera e deve alcançar 2,7 milhões de sacas em 2026

5

Transformações na produção e no mercado ampliam perspectivas para a cana no Brasil

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Federarroz orienta produtores sobre acesso ao PEP e Pepro e reforça importância das exportações

Sacas de café prontos para exportação em porto brasileiro

Produção de café em Rondônia se recupera e deve alcançar 2,7 milhões de sacas em 2026

Crescimento da safra se deve 30% à ampliação de área e 70% aos ganhos de produtividade
Eduardo Monteiro/Rally da Safra

Safra de soja ganha 1,6 milhão de toneladas com encerramento de etapa do Rally da Safra

milho

Safra de milho do Brasil 2025/26 deve alcançar 140,3 milhões de toneladas