De olho na mancha-marrom-de-alternária

Créditos Ester Ferreira

Publicado em 31 de maio de 2017 às 19h43

Última atualização em 31 de maio de 2017 às 19h43

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Créditos Ester Ferreira
Créditos Ester Ferreira

A safra mineira de tangerina Ponkan se aproxima, e com ela a expectativa de uma boa comercialização. Este é um momento oportuno para identificar frutos contaminados pela mancha-marrom-de-alternária, principal doença fúngica nas plantações de tangerina, que apresenta manchas escuras envoltas por um círculo amarelado.

Esta doença é provocada pelo fungo Alternaria alternata, que se multiplica em condições de alta temperatura e umidade relativa do ar. Este fungo libera uma toxina chamada ACT que, uma vez instalada nos pomares, se dissemina entre as folhas e frutos, tornando o combate ao fungo cada vez mais difícil. Por isso, é recomendável que as práticas de manejo para controle da doença se iniciem com a chegada da estação chuvosa, que nas principais regiões de Minas Gerais ocorre entre os meses de outubro e março.

De acordo com informações da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a incidência da doença é mais comum nas variedades “Ponkan“, a mais produzida e comercializada, além da “Murcote“, “Dancy’, “Fortuna“ e “Lee.

Em Minas o controle desta doença ocorre entre outubro e março - CréditosEster Ferreira
Em Minas o controle desta doença ocorre entre outubro e março – Créditos Ester Ferreira

Manejo preventivo

A pesquisadora Ester Ferreira alerta que, além da possibilidade de plantar cultivares resistentes a este fungo, existem práticas de manejo específicas para cada período do ano, como evitar excesso de adubação com nitrogênio, realizar tratamento de inverno e pulverizar periodicamente com produtos químicos. Neste último, é recomendável realizar esse procedimento no início das brotações, no florescimento e frutificação, período em que os pomares estão vulneráveis à doença.

“É importante que o produtor esteja atento e programe o manejo que irá utilizar durante o ciclo da cultura. Quem não atentou para um bom controle, provavelmente terá prejuízos com perdas na produção dos frutos contaminados, que podem perder valor comercial”, ressalta.

José Maria, produtor de tangerinas em Campanha, no Sul de Minas, conta sua experiência no combate à doença. “O controle feito nas plantações é importante para que o fruto seja comercializado em boas condições de consumo. Faço uso de produtos químicos, que são aplicados no intervalo de duas a três semanas“.

É possível obter mais informações sobre a mancha-marrom e os cuidados devidos na Circular Técnica “Mancha-marrom-de-alternária em tangerineiras e seus híbridos” (nº 244), disponível no site da Epamig, no menu publicações.

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