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Curso sobre mercados ilícitos de insumos agrícolas abre inscrições

6ª edição do programa oferece 120 horas de capacitação gratuita e online para agentes de segurança, fiscalização, Judiciário, Ministério Público e estudantes.
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A Escola de Segurança Multidimensional (ESEM), do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a CropLife Brasil (CLB) e com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), abriu as inscrições para a 6ª edição do Programa de Formação no Combate aos Mercados Ilícitos de Insumos Agrícolas.

A capacitação é gratuita, online e voltada a agentes das forças de segurança pública, profissionais de órgãos de fiscalização, integrantes do Poder Judiciário e dos Ministérios Públicos, servidores públicos e estudantes de graduação e pós-graduação relacionados ao agronegócio.

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As inscrições podem ser realizadas até 31 de outubro de 2026. O programa terá início em 1º de novembro de 2026 e segue até 31 de janeiro de 2027, com carga horária total de 120 horas.

Curso aborda fiscalização e investigação

O curso sobre mercados ilícitos de insumos agrícolas prepara profissionais para atividades de reconhecimento, apreensão, manuseio, fiscalização e investigação de produtos ilegais utilizados no campo.

Segundo o gerente de Combate a Produtos Ilegais da CropLife Brasil, Nilto Mendes, o enfrentamento ao mercado ilegal exige atuação coordenada entre órgãos públicos e forças de segurança.

“O crime organizado vem ampliando sua atuação sobre cadeias ligadas ao agronegócio, o que exige respostas cada vez mais qualificadas e coordenadas. Nesta agenda, a CropLife Brasil tem atuado em parceria com autoridades e forças de segurança para desenvolver soluções de enfrentamento aos mercados ilícitos”, afirma.

Segundo Mendes, a capacitação acadêmica desenvolvida em parceria com a USP contribui para preparar agentes para atividades de prevenção, fiscalização e repressão.

O programa já recebeu mais de 9,1 mil inscrições nas cinco edições anteriores.

Formação tem quatro módulos

Com 120 horas de duração, o programa é dividido em quatro módulos de 30 horas:

  • Introdução aos Mercados de Insumos Agrícolas Ilegais;
  • Policiamento Ostensivo de Insumos Agrícolas;
  • Fiscalização de Insumos Agrícolas Ilegais;
  • Investigação de Insumos Agrícolas Ilegais.

Os módulos podem ser realizados em conjunto ou de forma independente. Ao concluir cada etapa, o participante recebe um certificado intermediário de 30 horas emitido pela ESEM-USP.

Já o certificado de 120 horas é concedido aos participantes que concluírem integralmente o programa.

A metodologia combina aulas gravadas com especialistas, exercícios de fixação e seminários especiais. O conteúdo reúne conceitos teóricos e situações práticas para facilitar a aplicação dos conhecimentos na rotina profissional.

Capacitação aborda identificação de produtos ilegais

O investigador da Polícia Civil de Mato Grosso Caetano Carlos Falone, concluinte de uma das edições anteriores, destaca a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos durante o programa.

“Possuo 26 anos de carreira, sendo 23 deles na fronteira entre Brasil e Bolívia, especificamente em Cáceres. Considerando a força do agronegócio em Mato Grosso, o curso foi extremamente importante. Apesar da experiência prática do dia a dia, alguns conhecimentos foram novos para mim como o reconhecimento de embalagens falsas, a pesquisa junto aos órgãos competentes sobre o assunto, a identificação de licenças e o acesso a informações disponíveis no Ibama e no INCRA. São conhecimentos que ampliam nossa capacidade de atuação”, relata.

Mercado ilegal afeta cadeia do agronegócio

O mercado ilegal de insumos agrícolas gera impactos para diferentes elos da cadeia produtiva, além de envolver questões relacionadas à segurança, saúde e meio ambiente.

De acordo com dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), cerca de 25% do mercado de defensivos agrícolas no Brasil é ilegal. No setor de sementes, a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) estima que 30% das sementes comercializadas sejam ilícitas.

Estudo realizado pela CropLife Brasil em 2025, em parceria com a Céleres Consultoria, apontou que a pirataria de sementes de soja no Brasil gera perdas estimadas em R$ 10 bilhões por ano para agricultores, agroindústria e governo.

Serviço

Curso: Programa de Formação no Combate aos Mercados Ilícitos de Insumos Agrícolas – 6ª edição

Inscrições: até 31 de outubro de 2026
Realização: 1º de novembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027
Carga horária: 120 horas
Formato: online, com aulas gravadas e modalidade EaD
Local: Plataforma da Escola de Segurança Multidimensional (ESEM)
Custo: gratuito

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