Controle de doenças do trigo deve ser priorizado em 2023

Investimento no controle das principais doenças trará mais competitividade ao produtor, em um ciclo que tende novamente a favorecer exportações.

Publicado em 4 de abril de 2023 às 11h00

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h05

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Foto Depositphotos

A Sipcam Nichino Brasil inicia este mês esforços para levar a campo informações técnicas ao produtor sobre as principais doenças do trigo, ante à proximidade da safra de inverno 2023. “No momento em que o conflito no Leste europeu tende ao prolongamento, e as exportações do cereal devem continuar favorecidas, o manejo correto de doenças da cultura constituirá uma ferramenta indispensável para obter altas produtividades e competitividade do produtor”, resume José de Freitas, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado.

A projeção do agrônomo para o trigo está ancorada também no comportamento do mercado de defensivos destinados ao cereal em 2022. Tais produtos totalizaram R$ 2,4 bilhões em vendas naquele período, um crescimento de 60% frente ao ciclo 2021 (R$ 1,5 bilhão). Os indicadores são do levantamento FarmTrak Trigo, da consultoria Kynetec.

Segundo Freitas, a exemplo do ano passado, a área cultivada com trigo deverá aumentar, assim como impulsionar novos embarques do cereal rumo ao exterior. Em 2022, as exportações atingiram 2,5 milhões de toneladas.

Doenças e ferramentas de controle

Uma das empresas líderes do mercado de agroquímicos, a Sipcam Nichino comercializa dois fungicidas tidos como “produtos-estrelas” para doenças economicamente relevantes da triticultura: Fezan® Gold e Domark® Excell. Este último, por sinal, conta com recomendações de especialistas no manejo de oídio e ferrugem. “O oídiose situa hoje entre as ocorrências de maior risco do trigo, frente a pouco fungicidas eficazes e ao potencial para perdas de rendimento de até 60% da produção.”

Para Freitas, o produtor não pode descuidar, ainda, do monitoramento de lavouras tendo em vista a incidência da ferrugem-da-folha (Puccinia triticina), “possivelmente a mais conhecida doença da triticultura”, que pode comprometer cerca de 50% a 70% do potencial de uma área.

Conforme Freitas, safra após safra os fungicidas Fezan® Gold e Domark® Excell vêm sendo objetos de estudos, em profundidade, visando o manejo eficaz das doenças do trigo nas lavouras do Paraná e do Rio Grande do Sul, estados que respondem hoje por 91% da produção nacional do cereal.

“Recentemente Domark® Excell registrou o maior índice de controle do oídio, da ordem de 90%, em um estudo feito no Paraná. Além de evitar danos, o manteve o trigo com alto potencial produtivo. Este produto se converteu numa referência tecnológica de excelência ante o oídio e à ferrugem-da-folha nas últimas quatro safras, ideal para as primeiras aplicações.”

Domark® Excell, diz Freitas, reúne na fórmula dois ingredientes ativos ainda pouco expostos à resistência de fungos causadores de doenças: tetraconazol e azoxistrobina. Já em relação ao fungicida Fezan® Gold, o especialista igualmente destaca a composição do produto, que é indicado principalmente no manejo das doenças na fase reprodutiva do trigo.

“Tornou-se o primeiro do mercado a conter na formulação características sistêmica a protetora com ação multissítio. Além de controlar às doenças, também inibe o estabelecimento da resistência de patógenos e preserva elevado padrão de eficácia.”

Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

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