Por muito tempo, o café foi observado principalmente pelo grão. Agora, a casca e outros materiais do fruto começam a ganhar protagonismo. Após o beneficiamento, esses coprodutos podem retornar à lavoura como matéria orgânica e fonte de nutrientes, seguir para a compostagem ou ser aproveitados como biomassa para geração de energia.
Mas, quando recebem seleção, processamento, secagem, armazenamento e controle de segurança adequados para uso alimentar, podem ganhar valor agregado.
É nesse cenário que surge a cascara, que pode chegar à xícara como infusão e também dar origem a bebidas frias, gaseificadas, fermentadas, kombuchas e produtos prontos para beber.
No Brasil, a Fazenda Camocim, no Espírito Santo, é um exemplo de produção de cascara para infusão, enquanto a Veria Bebidas, em São Paulo, mostra novas possibilidades para o ingrediente no mercado de bebidas. Fora do País, produtos da Good Fizz também ilustram esse movimento.
Isso não significa que transformar toda casca em bebida seja melhor que devolvê-la ao solo, compostá-la ou utilizá-la como biomassa. Cada destino tem sua função. A mudança está em reconhecer que aquilo que antes era visto apenas como sobra também pode carregar valor.
Do solo à energia. Da compostagem à infusão. Da lavoura a novas bebidas.