Café: entenda possíveis consequências do La Niña sobre o mercado internacional

Acompanhe tudo sobre Café, La Niña, Mercado e muito mais!
Arquivo

A Hedgepoint Global Markets aborda, em relatório, as consequências do fenômeno La Ninã sobre o mercado de café. Esta semana, o CPC (Centro de Previsão Climática dos EUA) divulgou a atualização sobre a direção do status ENSO para os próximos meses. Segundo a agência, deverá ocorrer um breve período de transição do atual El Niño para um La Niña ativo no próximo mês; espera-se que o último se forme no trimestre de junho a agosto.

De acordo com Natália Gandolphi, analista de Café da Hedgepoint, para o mercado cafeeiro, isso muda um pouco o panorama, em comparação com as expectativas anteriores. Isto se deve ao fato de que se esperava que o La Niña ficasse ativo mais cedo – o que, por exemplo, eliminaria parte da pressão climática para o desenvolvimento da safra 24/25 no Vietnã, que atualmente sofre os impactos do El Niño.

Embora os preços tenham corrigido com previsões que sugerem que as regiões produtoras de café no Vietnã começariam a registar níveis médios de precipitação até a terceira semana de Maio – e, de fato, algumas chuvas ocorreram no Planalto Central – os níveis cumulativos permanecem substancialmente abaixo da média.

“Além disso, o momento muda o foco também para a safra brasileira, uma vez que o fenômeno deverá ficar ativo no início da florada para o desenvolvimento da safra 25/26”, diz a analista.

A transição entre os dois status ENSO deve demorar mais do que o inicialmente esperado. Com isso, o foco se volta para o 3° tri: em setembro, o fenômeno pode gerar stress hídrico no Brasil, a exemplo do impacto na safra 21/22 – as anomalias de precipitação e temperatura estão destacadas nos mapas da Figura 3, indicando o clima que pode ficar mais quente e seco.

Também vale atenção para América Central, uma vez que o La Niña pode intensificar a temporada de furacões na região, e também para a Colômbia, com temperaturas mais altas em algumas das áreas produtoras de café. Com a manutenção do fenômeno até o final do ano, em outubro, as preocupações diminuem no Brasil, mas se mantêm para a América Central. Na Colômbia, regiões pontuais podem registrar redução do volume de chuvas – atenção especial para a safra principal”, destaca.

“Neste cenário, a transição mais tardia entre fenômenos acaba trazendo mais preocupações para o Vietnã no curto prazo, enquanto o destaque para o Brasil deve acontecer no médio prazo, focando na safra 25/26”, conclui.

Em resumo
O Centro de Previsão Climática dos EUA prevê uma transição de El Niño para La Niña no próximo mês. Uma transição tardia significa que El Niño ainda terá mais influência sobre o desenvolvimento da safra 24/25 do Vietnã.
   
Apesar de algumas chuvas no Planalto Central, a precipitação geral permanece abaixo da média. A atenção também se volta para a safra 25/26 do Brasil, já que La Niña pode causar estresse hídrico semelhante ao ocorrido na safra 21/22, em setembro. América Central e Colômbia podem experimentar temporadas de furacões mais intensas e temperaturas mais altas, respectivamente.
   
Embora as preocupações diminuam no Brasil em outubro, elas persistem na América Central. Esse atraso na transição apresenta preocupações a curto prazo para o Vietnã e atenção a médio prazo para a safra 25/26 do Brasil.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

A picape que o produtor não abre mão: por que o off-road domina as garagens do agronegócio brasileiro

2

Como aumentar a eficiência de inseticidas no controle de lagartas no milho?

3

Área tratada com defensivos agrícolas aumenta 7,5% em 2025

4

Como o IB está ampliando a produção de kits para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina?

5

Inadimplência no crédito rural bate recorde e pressiona agronegócio brasileiro

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

ferdinandoferrazzi-toyota-6069408_640

A picape que o produtor não abre mão: por que o off-road domina as garagens do agronegócio brasileiro

FFLVO

Fórum da IFPA na APAS Show 2026 destacará rotas estratégicas para destravar valor no setor de FFLV

livro-sertanejo-universitario-agronegocio-industria-cultural-caique-carvalho

Livro revela a conexão entre o sertanejo universitário, o agronegócio e a indústria cultural brasileira

netafim irrigação

Com alta de até 30% na demanda, Netafim aponta avanço da irrigação entre cafeicultores, especialmente pequenos produtores