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Os coleópteros são pragas que têm preocupado os produtores de morango, pois são ...
Besouro - Fotos: Mário Calvino

Publicado em 3 de fevereiro de 2022 às 12h45

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h43

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Mário Calvino Palombini – Engenheiro agrônomo – vermelhonatural@hotmail.com

Besouro – Fotos: Mário Calvino

Os coleópteros são pragas que têm preocupado os produtores de morango, pois são capazes de causar grande destruição de materiais vegetais. Em pequenas populações, atacam principalmente as folhas, mas com o aumento das populações atacam flores e frutos. Os coleópteros são insetos que possuem ciclos de vida bem delimitados, desta forma, o estágio de adulto, quando ocasionam os principais danos, ocorre em épocas bem específicas do ano.

Danos

Existem três espécies de maior importância na cultura do morangueiro, lagria villosa, Iphimeis dives e Diabrotica speciosa.

A Lagria villosa é um coleóptero de porte grande, de cor marrom. Suas larvas se desenvolvem nas folhas secas do morangueiro, e o ataque ocorre na forma adulta, causando principalmente desfolha, mas em populações maiores pode atacar frutos que já possuam previamente algum dano mecânico.

O principal controle é a limpeza de folhas senescentes de frutos danificados, eliminando as condições favoráveis para o seu desenvolvimento.

O Iphimeis dives é um coleóptero preto, arredondado e de porte pequeno, que se desenvolve no meio ambiente, dificultando qualquer tipo de manejo que impeça o seu desenvolvimento. Com o início do ataque, observa-se desfolha. Possui capacidade de reprodução rápida, aumentando a sua população em poucos dias. Com uma pressão populacional maior, os danos se estendem às flores e frutos, causando grande dano à plantação.

A Diabrotica speciosa, conhecida como vaquinha, de coloração verde com manchas arredondadas de cor amarelada em seu dorso, possui características similares ao Iphimeis dives, mas sua capacidade de reprodução é um pouco menor.

Controle

Todos estes coleópteros são de difícil controle, principalmente as espécies que se desenvolvem fora da área de cultivo, característica que permite a reinfestação rápida após os controles químicos e biológicos, dificultando o manejo.

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O controle químico se dá com a aplicação semanal de inseticidas, como os do grupo dos triazois. Entretanto, é preciso atenção, pois eles podem causar desequilíbrio ambiental, diminuindo a presença dos inimigos naturais (insetos e ácaros que combatem as pragas).

A aplicação continuada pode ocasionar um aumento na incidência de outras pragas, principalmente ácaros, tripes e pulgões e, por este motivo, não é a solução de maior eficiência.

A utilização semanal de Bacillus thuringiensis, agente biológico que atua de forma seletiva sobre insetos desfolhadores sem afetar a população dos inimigos naturais, pode ser uma estratégia de maior eficiência.

Quando aplicado em concentrações de ingredientes ativos adequadas, possui eficiência no controle de coleópteros, mantendo a população da praga em níveis baixos e minimizando os danos econômicos.

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