Aposta na exportação de arroz em 2022

Federarroz vê o mercado externo como investimento e defende um olhar diferenciado do governo federal para a cadeia orizícola.

Publicado em 16 de dezembro de 2021 às 12h49

Última atualização em 16 de dezembro de 2021 às 12h49

Acompanhe tudo sobre Arroz, Exportação, Federarroz, Safra 2022 e muito mais!
Crédito Fagner Almeida/Divulgação

O ano de 2021 foi marcado por uma safra positiva de arroz no Rio Grande do Sul, com uma produtividade de 9 mil quilos por hectare, o que trouxe tranquilidade ao mercado em relação ao abastecimento. Os altos custos de produção, no entanto, ainda são uma grande preocupação do setor arrozeiro que vem buscando alternativas junto ao governo Federal. Para 2022, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) continua defendendo o aumento na área de soja e sua intensificação, assim como o entendimento de que a exportação é um verdadeiro investimento.

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, destaca que a venda externa é fundamental para regular melhor o mercado, trazendo uma referência de preço e fazendo com que a indústria tenha uma posição mais firme com relação ao varejo. Ressalta que com a quebra da safra norte-americana em torno de 15%, aliada a um dólar acima de R$ 5,50 e a um preço da saca nos Estados Unidos a 15 dólares, o produto brasileiro consegue competir e entrar no México, por exemplo, que importa de 800 mil a 1 milhão de toneladas por ano de arroz. “Teremos uma boa oportunidade no primeiro semestre do próximo ano de voltar a exportar um volume considerável, tirarmos o excedente do mercado interno e, consequentemente, termos um preço de referência melhor aos produtores”, estima.

Na questão dos custos de produção, Velho observa que a atualização por parte do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) é necessária, porém, é somente uma referência. Defende que os próprios produtores saibam os seus custos, pois são realidades diferentes. “Precisamos ter cada vez mais uma gestão eficiente do negócio. As áreas de arroz precisam ter excelente produtividade para enfrentar este custo de produção muito alto. E para alcançarmos essa produtividade, necessariamente temos que ter rotação de cultura com a soja e a pecuária”, aconselha.

Conforme Velho, a Federarroz trabalha em busca de sustentabilidade para o arroz e respeito ao produtor que se mantém na atividade. “Nós, que somos protagonistas da produção nacional, precisamos ter um olhar diferenciado por parte do governo Federal em relação a tudo que influencia esta cadeia responsável pela segurança alimentar brasileira no que se refere ao arroz”, conclui.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Simpósio debate gestão de riscos e a eficiência do controle de Salmonella em Toledo (PR)

2

Indústrias de alimentos enfrentam pressão de custos com novo ciclo de volatilidade no açúcar e no cacau

3

Entregas de fertilizantes cresceram 7,7% em 2025

4

Alta de 35% na ureia pode levar Brasil a priorizar sulfato de amônio em 2026

5

11ª Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio anuncia datas e palestrantes

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Capa 02 - Foto 01 (Pequeno)

Programa Gennesis® fortalece produtividade e longevidade na cana

alta cafe (Pequeno)

Alta Café 2026: sexta edição reforça protagonismo da Mogiana Paulista e aposta em inovação, turismo e mais

Cafés2

Safra de café do Brasil pode atingir 75,3 milhões de sacas em 2026/27

cana de açúcar

Superávit global de açúcar encolhe com corte na safra da Índia e mudança no mix no Brasil