Híbridos longa-vida de cebola viabilizam mecanização da cultura

Publicado em 18 de dezembro de 2014 às 07h00

Última atualização em 18 de dezembro de 2014 às 07h00

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 Agrocinco é pioneira no desenvolvimento de híbridos longa-vida de cebola

Crédito Agrocinco
Crédito Agrocinco

Inovadora no desenvolvimento de híbridos longa vida, a Agrocinco traz para os produtores de cebola de todo o País mais uma alternativa visando a viabilidade da mecanização na produção desta cultura.

“Para a mecanização da cebola são necessários híbridos que suportem a mecanização. Para esse fim, a Agrocinco destaca os híbridos Koda e Asteca, os quais já são trabalhados nas regiões de Cristalina, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia, cujo posicionamento de plantio varia conforme a região produtora. Os materiais se destacam por sua pele e firmeza“, ressalta Aramis Vicente dos Santos, consultor técnico e comercial da AMTec, representante Agrocinco nas regiões de Cristalina, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Aramis Vicente dos Santos, consultor técnico - Crédito Luize Hess
Aramis Vicente dos Santos, consultor técnico – Crédito Luize Hess

Segundo ele, os materiais convencionais, sem pele ideal e firmeza, quando passam pela máquina sofrem danos e diminuem mais ainda o seu período de pós-colheita.

Plantio em Cristalina, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba

Para o plantio ‘do cedo’, Koda é a mais indicada, pois está posicionada para 10 de janeiro ao fim de fevereiro. Já para o plantio tardio, tanto Koda como Asteca atendem a partir de 15 de abril até 10 de junho, com ciclo de 140 dias.

“O ciclo é um pouco longo, mas mesmo assim se consegue uma colheita com bastante folha verde no final, que é o ideal, pois a cebola apresenta um aspecto de pele mais bonito, o que é desejável visualmente“, expõe Aramis Vicente.

Vantagens

De acordo com o representante da Agrocinco, a grande vantagem dos híbridos Koda e Asteca, em relação aos concorrentes, está no formato, na pele e, principalmente, no pós-colheita.

Os materiais são interessantes, também, para quem pretende mecanizar a colheita, possibilitando, inclusive, a armazenagem em big bags ou caixotes por um período de até cinco meses, enquanto as cebolas convencionais aguentam, no máximo, um mês. No caso das híbridas Koda e Azteca, quanto mais tempo ficam armazenadas, mais pele a cebola forma.

“A mecanização é de grande interesse, e esses são os únicos híbridos com firmeza e pele para suportar todas as etapas de mecanização, que são: arranquio, recolhimento em caixotes ou big bag, e uso de destaladeira para cortar a raiz e o talo da cebola. Pensando em um futuro próximo, em que a mão de obra está cada vez mais difícil para a cultura, a Agrocinco disponibiliza híbridos 100% resistentes à mecanização“, reforça Aramis Vicente.

Outro fator importante da Koda e da Asteca é o resultado final de comercialização, considerando que o mercado já aprovou esses materiais e paga um preço maior devido ao formato dos bulbos e boa pele, além de maior durabilidade de prateleira em comparação aos demais híbridos plantados no Brasil.

O desempenho da Koda e da Asteca quanto à produtividade é equivalente ao de outros materiais presentes no mercado, com a vantagem da durabilidade pós-colheita. No plantio tardio, para as áreas do Cerrado a produtividade varia de 80 a 110 toneladas por hectare, enquanto ‘no cedo’ fica entre 50 até 65 toneladas.

“O importante, entretanto, não é somente a produtividade, pois o produtor pode produzir muito e ter grande parte perdida. O importante é a quantidade de produto vendido e recebido, ou seja, resistência à pós-colheita, o que temos para oferecer“, destaca Aramis Vicente.

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