‘Adjuvantes da Pulverização’ avança em parcerias para avaliar funcionalidade de produtos e certificá-los com o Selo IAC

Programa provê ao mercado brasileiro análises técnicas sobre produtos específicos com base em normas da ISO, ABNT e ASTM, diz pesquisador.
Método simula a pulverização e o impacto da água na fixação do defensivo agrícola sobre as folhas de um determinado cultivo
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Financiado com recursos privados e liderado pelo Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, o programa Adjuvantes da Pulverização fechou novas parcerias relevantes para pesquisas relacionadas à funcionalidade de adjuvantes agrícolas fabricados no Brasil.

Conforme o pesquisador Hamilton Ramos, coordenador do ‘Adjuvantes da Pulverização’, o objetivo central das parcerias entre o programa, entidades e empresas fabricantes de adjuvantes é o de prover ao mercado brasileiro análises técnicas precisas sobre esses produtos, com base em normas da ISO, da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – e também da entidade norte-americana ASTM – American Society for Testing and Materials.

“Tais análises norteiam a concessão, ou não, do Selo IAC de Funcionalidade de Adjuvantes para produtos do gênero fabricados no Brasil”, explica Ramos. “Há uma ampla lista de funcionalidades de adjuvantes já avalizadas pelo programa, como espalhantes, redutores de evaporação, tensoativos, adesivos; outras funcionalidades se encontram em fase de estudos.”

Adjuvantes são produtos adicionados à calda de agroquímicos, anteriormente à aplicação destes últimos nas plantações. Têm por objetivo melhorar a eficácia de tratamentos e reduzir perdas nas pulverizações. “Associado a um defensivo agrícola de alta tecnologia, um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas nos investimentos em controle de pragas, doenças e invasoras”, diz Ramos.

Iniciativa única no Brasil, o programa “Adjuvantes da Pulverização” chegou ao final de 2025 com mais de 100 produtos, de 60 companhias atuantes no País, certificados por seu Selo IAC de Funcionalidade.

Segundo Ramos, ao contrário dos defensivos agrícolas ou agroquímicos, adjuvantes não demandam registro oficial obrigatório no Brasil. “Essa brecha regulatória implica riscos ao agricultor em relação à qualidade dos adjuvantes que adquire, daí a relevância, para os fabricantes dos insumos, quanto a contar com um selo de funcionalidade do IAC, na prática uma chancela de confiabilidade”, ele complementa.

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