ABPMF reafirma sua força ao lado do produtor de mudas

Crédito Fransérgio Leão

Publicado em 13 de maio de 2017 às 07h02

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h55

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A muda florestal é um produto muito importante para receber tão pouca atenção do setor, como se fosse um produto de compra, ou uma mercadoria apenas. A afirmação é de Ricardo Steinmetz Vilela, diretor da Bela Vista Florestal e presidente da Associação Brasileira de Produtores de Mudas Florestais (ABPMF), acrescentando que “existem mudas e mudas.Quando o comprador aperta o viveirista, às vezes por causa de três centavos em uma unidade de muda, ele pode não estar percebendo o estrago financeiro e organizacional que ele está causando naquele produtor e em todo o setor que ele representa“.

A explicação é que quando o produtor de mudas está sozinho, enfrentando todas as dificuldades de um produto perecível, delicado e que tem prazo para ser colocado no mercado, se não há perspectiva de venda ele se desespera e vende a muda a qualquer preço para tentar salvar pelo menos o custo de produção.

Esse é o efeito mais danoso que um produtor pode fazer com o outro, pois ajuda a desestruturar o setor, e isso é feito quando está despreparado e desconhecendo o que vem pela frente.

O evento

Para Ricardo Vilela, o evento, trouxe grandes ganhosquanto à troca de informações entre os players. Assim, a Associação dos Produtores de Mudas de Florestais, atualmente com 15 associados em sete Estados brasileiros, tem o objetivo de otimizar ainda mais essa troca de informação, que acontece periodicamente, em reuniões bimestrais.

“A nossa reivindicação é que o cliente não nos trate como um mero fornecedor de commodity. Desestruturar o nosso setor causa prejuízos ao próprio cliente. Simplesmente apertar na negociação, visando apenas preço, pode ser um tiro no pé para quem está comprando esse insumo que é tão delicado e tem que ser visto e percebido muito mais pela qualidade do que pelo preço. A diferença na qualidade da muda vai se manifestar claramente em produtividade de madeira. E esse resultado só será sentido plenamente, sete anos depois, quando ele for colher a floresta para energia ou celulose, ou 15 a 20 anos lá na frente, quando ele for colher essa floresta para serraria. Isso vale tanto para pinus e eucalipto, quanto para as mudas de espécies alternativas, como cedro ou mogno,“pondera Ricardo Vilela.

Ele ressalta que os produtores de mudas são bons e competitivos no que fazem, e por isso é importante serem percebidos como importantes parceiros estratégicos pelas empresas de base florestal, para que o investimento em muda seja devolvido em forma de qualidade do produto, que vai determinar o sucesso do empreendimento.

“Convido os produtores de mudas florestais do Brasil, a virem conhecer a ABPMF. Trabalhando em conjunto temos uma percepção muito melhor, muito mais clara do mercado e conseguimos fazer bons negócios e com maior frequência“, garante o presidente da Associação.

Outra conquista da ABPMF foi um assento na Câmara Setorial de Silvicultura e na Coordenação de Sementes e Mudas do Ministério da Agricultura, dois locais importantes para que o segmento seja representado.

Essa matéria você encontra na edição de maio/junho 2017  da revista Campo & Negócios Floresta. Adquira já a sua.

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