ABIC atuará como entidade classificadora do café

Novidade visa acompanhar as mudanças feitas pela Portaria SDA 570/MAPA, que entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2023.
Acompanhe tudo sobre ABIC, Café e muito mais!
Reprodução

A Portaria 570 entrou em vigor no dia 1 de janeiro e estabelece o padrão oficial de classificação do café torrado. A nova regulação dá espaço para a atuação de órgãos de defesa do consumidor, como PROCONS e o Ministério Público (MP), a fim  de agirem contra denúncias de fraude no produto. A Portaria atende uma demanda do setor, e contou com participação ativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) na sua construção, alinhando a legislação com a realidade da indústria e as exigências do consumidor.

Uma das principais mudanças para as torrefadoras é a necessidade de classificar o produto, que deverá se enquadrar nos padrões mínimos identidade e qualidade estabelecidos pela Portaria. As empresas podem realizar esse processo internamente, com classificadores próprios, desde que apresentem um manual de boas práticas ao Ministério. Outra opção é terceirizar a atividade.

Para dar apoio ao mercado e acompanhar as mudanças do segmento, a ABIC, além de entidade certificadora, agora, também será um órgão classificador de café torrado e/ou moído. Celírio Inácio, Diretor executivo da Associação, explica a novidade: “Uma de nossas motivações ao participar da elaboração do texto foi garantir que ele não trouxesse prejuízos para a indústria. Com  o documento em vigor, queremos seguir nesse papel de minimizar os riscos para as empresas e qualificar cada vez mais o nosso café”.

Neste novo momento, a Associação reafirma o seu protagonismo no setor e na defesa do consumo de qualidade, que se iniciou em 1989, com a criação Programa Permanente de Controle da Pureza do Café (PPCPC), precedendo o Código de Defesa do Consumidor.

Industriais precisam ficar atentos  às mudanças nas embalagens

A Portaria 570 estabelece, também,  alterações para as embalagens que, obrigatoriamente, devem ter informações sobre a espécie do café, ponto de torra e, nos casos de produtos que não atinjam os padrões mínimos de qualidade estabelecidos pela regulação, a identificação “Fora de Tipo”.

As empresas terão um prazo de 18 meses, a partir da vigência da legislação, para utilizar os estoques de embalagens já fabricados. É recomendado que ao produzirem novas embalagens, as mesmas já estejam adequadas a legislação em vigor. 

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Cuidados com a saúde respiratória dos equinos devem ser reforçados no inverno

2

Sompo firma acordo para aquisição da Fator Seguradora e avança em estratégia de crescimento

3

Produzir mais não basta para garantir rentabilidade no cultivo de pimentão

4

Produção de pimentão em São Paulo cresce mais de 50% e movimenta R$ 500 milhões

5

Tarifa dos Estados Unidos sobre açúcar e etanol deve afetar usinas do Nordeste, aponta especialista

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo

Sompo firma acordo para aquisição da Fator Seguradora e avança em estratégia de crescimento

Cana de açúcar

Tarifa dos Estados Unidos sobre açúcar e etanol deve afetar usinas do Nordeste, aponta especialista

Portrait,Of,Farmer,Who,Is,Cultivating,Soybean.,He,Is,Examining

Por trás da produção agrícola: responsabilidade técnica faz a diferença

prorrogacao-credito-rural-2026

Mudanças no crédito rural alteram análise da prorrogação de dívidas rurais