A necessidade de proteção das lavouras

Crédito Montana

Publicado em 21 de janeiro de 2015 às 07h00

Última atualização em 21 de janeiro de 2015 às 07h00

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João Paulo Rodrigues da Cunha

Professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

 

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O homem fez-se agricultor para garantir a produção regular de alimentos e, sem dúvida, os primeiros agricultores já conheceram, sofreram e lutaram contra as adversidades naturais de seus cultivos, de forma que se estabeleceu uma inevitável batalha que chegou até os dias atuais.

A proteção das lavouras é inerente à própria agricultura, criação humana que nasceu para satisfazer muitas de nossas necessidades de maneira estável. A agricultura precisa proporcionar alimentos e também produtos de uso comercial e industrial, mas, sobretudo no primeiro caso, em quantidade e com a qualidade adequada.

Ademais, o agricultor necessita obter um proveito econômico de seu trabalho e o consumidor deseja preços justos. Nada disso seria possível sem uma proteção contínua das lavouras, dentro da qual o emprego dos produtos fitossanitários ocupa um online casino papel muito importante.

Grande parte da responsabilidade de se conseguir eficácia nos tratamentos fitossanitários, com mínimo risco ao operador, ao consumidor e ao ambiente, corresponde às máquinas de aplicação. Na maioria das vezes, dá-se muita importância ao produto a ser aplicado e pouca atenção à técnica de aplicação.

No entanto, além de se conhecer o produto, também é necessário dominar a forma adequada de aplicação, de modo a garantir que o produto alcance o alvo de forma eficiente, minimizando-se as perdas.

Certificação

Neste contexto, uma importante ação iniciada em 2014 foi o CAS (Certificação Aeroagrícola Sustentável). O CAS é um programa de certificação realizado pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (FEPAF), em parceria com a ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal), tendo como entidades coordenadoras três universidades: UNESP, UFLA e UFU.

O objetivo é incentivar a capacitação e a qualificação das empresas de aviação agrícola e de operadores aeroagrícolas privados. Trinta empresas já estão certificadas no nível I.

Sem dúvida este novo cenário contribuirá para o avanço do setor, uma vez que o programa intensifica os cuidados com a aplicação aérea, diminuindo riscos de acidentes e danos ao ambiente e também proporcionando mais capacitação e incentivo à tecnologia no campo.

 

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