Algodão exige cuidados específicos

Na reta final da safra, teor de umidade do algodão é um fator essencial na gestão da colheita e também do beneficiamento

Publicado em 3 de agosto de 2023 às 09h00

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h16

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Com projeção estimada perto dos 3 milhões de toneladas para a safra 2022/2023, o que representa um aumento de 17,6% em relação ao ano anterior, a expansão das áreas de cultivo de algodão no Brasil tem sido significativa nos últimos anos. Regiões como o Mato Grosso, Bahia, Goiás e Minas Gerais se destacam na produção nacional.

Créditos: Divulgação

Como toda e qualquer atividade agrícola, a cotonicultura exige cuidados específicos no que diz respeito às técnicas de colheita, processamento e armazenagem. Também está sujeita às variações de temperatura e umidade, desde a plantação e colheita até seu beneficiamento e industrialização.

Portanto, a colheita  do algodão é uma etapa crucial. Deve ocorrer no momento certo, quando os capulhos de algodão estão maduros. Este momento é importante para garantir a qualidade das fibras e o rendimento da cultura.

Safra

Em plena safra 2022/2023, produtores torcem para não ocorrerem chuvas significativas no final da colheita, pois o teor de umidade do algodão é um fator essencial na gestão da colheita e também do beneficiamento.

A Portaria 55/1990 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) preconiza que para a armazenagem convencional, o percentual de umidade para o algodão em caroço deve ser de 12% e, para o algodão em pluma (fardo), de 10%. O produto que não estiver dentro desses limites pode sofrer descontos.

“Recomendamos que o produtor esteja atento ao clima e também à umidade dos capulhos nos dias que antecedem a colheita”, explica o engenheiro agrônomo Roney Smolareck, da Loc Solution, representante da marca Motomco de medidor de controle de umidade.


Segundo ele, é necessário, desta forma, que se faça controle de umidade em todos os locais pelos quais o algodão, seu caroço e suas plumas passam ou são colocados a fim de impedir deterioração em alta velocidade e intensidade.

Fácil de manusear e com resultados precisos, o medidor de umidade 999CT Cotton, tem o melhor método para mostrar a quantidade percentual de umidade no algodão. O aparelho foi desenvolvido em duas escalas de medição – caroço e pluma. Possui princípio de medição baseado na resistência elétrica e interface com teclado de membrana e display LCD. Confira no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=IcuyH4r1Qeg&t=2s

Segundo Roney Smolareck, o aparelho pode ser usado diariamente no monitoramento da umidade da safra. “Por ser uma cultura sensível é importante que a colheita inicie e termine com a umidade da pluma dentro do percentual tolerável preconizado pelo Mapa. Ou seja, deve-se evitar o extremo com limites máximos de 12% e mínimo de 6%.  “De forma muito simples, é possível saber exatamente o teor de umidade do capulho ao usar o aparelho”, diz Smolareck.
 
Indústria – A indústria nacional algodoeira atinge anualmente níveis exorbitantes, colocando o Brasil entre os maiores produtores e exportadores de algodão do mundo. Mas só é possível alcançar altos valores em termos de produtividade e rendimento de pluma, através do potencial genético e manejo da cultura adaptado aos biomas brasileiros. Todo esse potencial justifica o investimento em boas práticas e tecnologias de colheita e enfardamento de última geração.


O enfardamento é uma etapa essencial na produção agrícola, proporcionando benefícios em termos de transporte e armazenamento.

Samantha Mendes, especialista em desenvolvimento de mercado e produto da Tama Brasil, empresa líder no mercado de produtos para enfardamento agrícola, explica que  a Tama produz o filme em polietileno, 100% reciclável, com proteção contra raios UV para o enfardamento, exclusivamente desenvolvido para as máquinas da John Deere. O Tamawrap foi desenvolvido para a CP (Cotton Picker) e possui 2 linhas de produto: Linha Premium nas cores Amarelo e Rosa e Linha Value, na cor Azul céu.
As diversas tecnologias embarcadas no filme da Tama (Tamawrap), desenvolvidas entre a empresa e a John Deere, permitem que o fardo fique bem robusto, protegido de intempéries climáticas.  “Nosso fardo pode ficar em campo por até 6 meses, com garantia, e até um ano no pátio da algodoeira, podendo ser movimentado diversas vezes sem sofrer nenhum dano ou prejuízo”, explica Samantha.

O processo de enfardamento permite padronizar as dimensões, uma vez que o peso depende da umidade do algodão colhido. “Nossos fardos protegem o algodão contra danos mecânicos e sujeira, chuvas e climas extremos, garantindo que o produto chegue ao destino em boas condições”, afirma Samantha.

Outro aspecto relevante para garantir a manutenção da qualidade, é enfardar o algodão quando a umidade estiver em um nível adequado. A especialista destaca que durante o beneficiamento o algodão passa por um processo de limpeza para remover impurezas, como folhas, galhos, entre outros. Uma vez livre de impurezas e folhas, o caroço é separado da pluma. Após beneficiado, a pluma é prensada e colocada em fardos de 225 quilos, seguindo a padronização de comercialização. Os emblocados são compostos por algodão pluma, e armazenados em locais apropriados, até que seja feito seu destino no mercado externo ou nacional – para os Portos ou para a Indústria têxtil local.  

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