Produção global de carne bovina deve crescer em 2023

Estimativas do USDA apontam aumento na produção em 2023, impulsionado pelo investimento em genética e nutrição animal.
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Publicado em 3 de agosto de 2023 às 08h00

Última atualização em 3 de agosto de 2023 às 08h00

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou as estimativas para a produção global de carne bovina: em abril, a projeção era de queda em relação a 2022; agora, a perspectiva é positiva, de crescimento. De acordo com o órgão norte-americano, a produção de carne este ano deve chegar a 59,6 milhões de toneladas, 500 mil toneladas a mais que o apontado no relatório anterior. No ano passado, foram 59,3 milhões de toneladas.

Créditos: Divulgação

Segundo a estimativa, os dois maiores produtores da proteína vermelha nesse ano serão, respectivamente, os Estados Unidos, com 12,6 milhões de toneladas, e o Brasil, com 10,65 milhões de toneladas. Para Cristiano Botelho, executivo da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), “esse resultado positivo em um ano com preço achatado da arroba e de cenário desafiador para o pecuarista é influência direta de crescente investimento em genética, saúde e nutrição animal”.

“É incrível o que um importante investimento nessas áreas é capaz de fazer. Na genética, por exemplo, o custo não chega a 2% do total gasto pelo pecuarista para produção de 1 kg de carne. Assim como na sanidade e na nutrição animal. A partir do momento em que mais pecuaristas têm acesso de forma democratizada a essas tecnologias, o Brasil se solidifica como uma potência ainda maior do que já é. Temos muita área a avançar e a Asbia segue colaborando com essa democratização”, destaca Botelho.

A estimativa aponta um cenário importante que é tendência há anos: o crescimento na demanda por carne no planeta – influência do crescimento populacional global, especialmente nos países emergentes. O consumo global em 2023 é projetado em 57,8 milhões de toneladas, 300 mil toneladas a mais do que 2022. Só no Brasil, o consumo será 200 mil toneladas maior, saltando de 7,5 milhões (2022) para 7,7 milhões de toneladas em 2023.

“A democratização da genética de qualidade é um ponto chave para atender a demanda cada vez maior. Somos um dos principais produtores de carne bovina e o maior exportador, colaborando com a segurança alimentar de cerca de 1 bilhão de pessoas. Isso mostra a importância dos pecuaristas brasileiros em alimentar a população mundial”, conclui o executivo da Asbia.

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