Tecnologia de irrigação permite dobrar a produtividade

Tecnologia inovadora permite isso com o menor uso de água.

Publicado em 30 de junho de 2023 às 12h00

Última atualização em 30 de junho de 2023 às 12h00

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Economizar a aplicação de água na agricultura, diminuir o consumo de energia e aumentar a produtividade das culturas. Esses são os resultados do Irriga Digital, solução desenvolvida pela Pitaya Irrigação, em parceria com o Instituto SENAI de Tecnologia em Eletrônica e Automação. Os sensores e aplicações em nuvem que compõem a solução monitoram o solo e acionam a irrigação quando necessário, trazendo mais eficiência para o processo.

“O sistema atende cada cultura de acordo com suas necessidades, pois os sensores fornecem dados do solo, que dão mais clareza e exatidão sobre a necessidade de irrigação da planta. Os usuários podem acessar diariamente as informações operacionais pelo celular”, explicou Juliana Polizel, cofundadora da Pitaya Irrigação, durante o BW Works SENAI – Empresas Inovadoras, uma iniciativa do Movimento BW, com o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), transmitido no dia 14 de junho, com apresentação de Luís Gustavo Delmont, especialista em desenvolvimento industrial no SENAI Nacional.

A solução produziu 160% a mais de gramas de planta por litro de água aplicada em comparação com métodos tradicionais. “A quantidade de água e o momento são fundamentais para uma maior produção, usando até menos água. Estamos falando de quase duplicar a produtividade em um mesmo setor”, destacou Juliana, que esclareceu que a irrigação é uma tecnologia que dobra a produtividade, mas, quando se faz com eficiência, há um incremento ainda maior, sem desperdícios e prejuízos ao longo do tempo. Além do benefício de produtividade e do menor consumo de água, foi possível economizar energia, por volta de 200 kWh/ha mensalmente, o que equivale ao consumo de oito geladeiras ligadas em um mês.

Ela lembra que o excesso de água pode afetar a planta e deixar o solo infértil com o passar do tempo. “Independentemente do clima, o solo conta com processos dinâmicos que precisam ser considerados para realizar o manejo de irrigação”. Em uma mesma fazenda, contou Juliana, pode haver diferença no consumo da água em até sete vezes dependendo de onde a planta estiver situada. Por isso, é preciso colocar de forma estratégica, pelo menos, um ponto de irrigação por setor na plantação.

Em uma fazenda de café, foi possível ter um aumento na renda de R$ 20 mil por hectare e uma economia de 8 m³/ha de economia de água por dia. Em um dos setores, a irrigação caiu de 240 dias para 40 dias, o que significa 50% de economia de água por dia irrigado. O Irriga Digital foi usado também em vasos de morango, o que possibilitou 46 horas sem irrigação e 13% dos dias sem irrigação. “A irrigação no momento certo e na quantidade exata resultam em redução dos volumes de água irrigada”, enfatizou Juliana.

O Movimento BW é uma iniciativa da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) e procura estimular o uso de inovação e tecnologia para o desenvolvimento de novos produtos, soluções e serviços sustentáveis que reduzam a pegada ambiental das atividades humanas. Por isso, lançou, com o apoio do SENAI, por meio dos Institutos SENAI de Inovação e de Tecnologia, a nova série BW Works SENAI – Empresas Inovadoras no mês de maio.

O BW Works SENAI – Empresas Inovadoras contará com 10 episódios que retratarão cases desenvolvidos pela indústria em parceria com o SENAI. Esses projetos englobam segmentos como agronegócio, têxtil, alimentício, farmacológico, cosmético, de vidro, de filtros, de combustíveis renováveis, e foram realizados nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul.

Institutos SENAI de Inovação

A inovação é parte estratégica para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Um dos instrumentos para fomentar Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em direção a soluções mais sustentáveis é a rede de Institutos SENAI de Inovação, com abrangência em todo o país.

Na última década, os 28 Institutos formaram uma equipe de 1.027 colaboradores (sendo 47% com mestrado ou doutorado) responsáveis pela execução de mais de R$ 1,9 bilhão, destinados a mais de 1.930 projetos. Todos desenvolvidos em parceria com cerca de 860 empresas industriais.

A rede foi criada para atender as demandas da indústria nacional. Ela tem como foco de atuação a pesquisa aplicada, o emprego do conhecimento de forma prática, no desenvolvimento de novos produtos e soluções customizadas para as empresas ou de ideias que geram oportunidades de negócios. Os institutos trabalham em conjunto, formando uma rede multidisciplinar e complementar, entre si e em parceria com a academia, com atendimento em todo o território nacional.

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