Algas marinhas são adjuvantes?

Crédito Ana Maria Diniz

Publicado em 12 de outubro de 2016 às 07h00

Última atualização em 12 de outubro de 2016 às 07h00

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Nilva Teresinha Teixeira

Engenheira agrônoma, doutora em Solos e Nutrição de Plantas e professora do Curso de Engenharia Agronômica do Centro Regional Universitário de Espírito Santo do Pinhal (UNIPINHAL)

nilva@unipinhal.edu.br

Crédito Miriam Lins
Crédito Miriam Lins

Muitas espécies de algas marinhas são utilizadas na agricultura há muitos anos como bioestimulantes e fertilizantes naturais. Diversos compostos extraídos de macroalgas que apresentam atividades protetoras de plantas pertencem à classe dos polissacarídeos, importantes por apresentarem uma enorme variação estrutural, podendo conter raros carboidratos e grupamentos sulfatos.

 

Algas como adjuvantes

Os extratos de algas podem ser considerados adjuvantes? Para responder a tal questionamento é necessário buscar o conceito clássico de adjuvante. “Adjuvante é qualquer produto adicionado a uma pulverização sem função de controle de pragas ou doenças e de nutrição das plantas. Os adjuvantes são adicionados às caldas de pulverização para facilitar a aplicação, diminuir derivas e aumentar a eficiência do fertilizante ou defensivo empregado“.

Assim, os adjuvantes podem melhorar diretamente a absorção dos nutrientes ou dos inseticidas, fungicidas e herbicidas pós-emergência, como ocorre com os agentes surfactantes, óleos vegetais, derivados de silicones, etc, ou, ainda, facilitar o processo de aplicação, reduzindo problemas de pulverização (deriva, variações de pH da calda, formação de espumas, etc.), como os formulados que atuam como tamponantes, acidificantes, depositantes, compatibilizantes, protetores de raios ultravioletas, etc.

A rica composição das algas faz com que sua inclusão em um formulado melhore a absorção e aproveitamento dos nutrientes e apresente ação na resistência das plantas à seca, altas temperaturas e proteção aos raios ultravioletas.

Porém, sua ação não modifica as propriedades de superfície dos líquidos (como os surfactantes), e também não age diretamente sobre a cutícula (como os aditivos). Entretanto, os extratos de algas marinhas podem aumentar a resistência das plantas aos raios ultravioletas, o que em nosso meio é um aspecto muito importante.

Mais benefícios das algas

Algumas observações na literatura têm enfatizado os efeitos positivos do emprego de extratos de Ascophyllumnodosum sobre as mais diversas culturas, como hortaliças, milho, feijão, batata, soja, trigo, entre outras.

Estudos têm demonstrado que os extratos de algas podem ser empregados, ainda, em formulados de fertilizantes. Assim, no curso de Engenharia Agronômica do UniPinhal conduziram-se ensaios com alface e rúcula, com o objetivo de avaliar os possíveis benefícios do uso de extratos de algas associado a fertilizante potássico.

O ensaio foi instalado com três tratamentos: controle, adubação foliar com cloreto de potássio e adubação foliar com formulado potássico associado a extrato de algas.

Tem que ser lembrado que tais organismos contêm expressivas quantidades de macro e micronutrientes, estimulantes naturais (citocininas, auxinas e outros) que promovem a divisão celular, o que é fundamental em todas as etapas do desenvolvimento vegetal, destacando-se os efeitos nas etapas de enraizamento, floração e formação da produção.

Além de tais fatores,ressaltam-se os efeitos importantes que as algas têm na resistência a agentes externos, como: déficit hídrico, temperaturas desfavoráveis e como desintoxicante.

Essa matéria você encontra na edição de outubro 2016 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

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