Fosfito Ação e reação na atemoia

Fosfitos são produtos originados da neutralização do ácido fosforoso (H3PO3) por uma base, e possuem como principais características uma alta e rápida solubilidade e uma grande mobilidade, permitindo maior translocação e penetração pelos tecidos das plantas.
Atemoia - Crédito: Shutterstock

Publicado em 13 de fevereiro de 2021 às 17h08

Última atualização em 13 de fevereiro de 2021 às 17h08

Acompanhe tudo sobre Atemóia, Fertilizante, Fosfito, Manganês, Potássio, Produto e muito mais!

Gustavo Cesar Dias SilveiraEngenheiro agrônomo, mestre e doutorando em Fitotecnia – Universidade Federal de Lavras (UFLA)gcsagro@gmail.com

Atemoia – Crédito: Shutterstock

Fosfitos são produtos originados da neutralização do ácido fosforoso (H3PO3) por uma base, e possuem como principais características uma alta e rápida solubilidade e uma grande mobilidade, permitindo maior translocação e penetração pelos tecidos das plantas.

Eles apresentam ação sistêmica na planta via floema e xilema, sendo que sua absorção pela planta é via floema por meio da associação com fotoassimilados, motivo pelo qual são absorvidos rapidamente pelas folhas.

Embora sejam comercializados como fertilizantes foliares, são produtos que atuam como indutores de resistência e são descendentes do fungicida etilfosfonato fosetyl-Al, o qual, comprovadamente, induz a síntese de fitoalexinas e possui a característica de se movimentar pelo floema da planta.

Mais recentemente, os fosfitos e fosfonatos têm sido formulados como sais de manganês, potássio, cobre ou zinco e posicionados para o controle de oomicetos. Eles podem ter efeito diretamente sobre o patógeno (efeito fungicida ou fungistático) e também induzir a resistência natural das plantas.

A indução de resistência em plantas é considerada como uma alternativa no controle de doenças, onde ocorre a ativação de dispositivos naturais de defesa dormentes na planta. Ela pode acontecer evitando a entrada do patógeno e/ou impedindo sua atividade nos tecidos da planta, por mecanismos de defesa próprios.

Pesquisas com o fosfito

Na literatura não são citados trabalhos relacionados ao uso de fosfitos no manejo de plantas de atemoias, entretanto, são encontrados trabalhos com a aplicação de fosfitos para controle de doenças em diversas outras culturas.

A Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), por meio do Polo Regional de Pariquera-açu, publicou em 2016, uma técnica que reduziu em 30% a ocorrência da podridão do estipe das pupunheiras, com o uso de fosfito de potássio.

Outros pesquisadores, como Costa et al. (2017) e Gadaga et al. (2017), mostraram que o uso de formulações de fosfitos controlou a antracnose em feijoeiro, proporcionou aumento da atividade de enzimas de defesa e atuou diretamente sobre o fungo causador da doença (Colletotrichum lindemuntianu).

Segundo Silva et al. (2011), o aumento nas doses de fosfito de potássio promoveu controle do míldio (Peronospora mashurica) da soja em condição de campo. Ademais, a associação do referido fosfito com o fungicida epoxiconazol + piraclostrobina, reduziu a incidência da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) e do oídio (Microsphaera difusa).

[rml_read_more]

Costa et al. (2014) verificaram o controle da ferrugem e da cercosporiose do cafeeiro com a aplicação de fosfito de manganês em campo com mesma eficácia do fungicida utilizado. De acordo com Pereira et al. (2012), a aplicação de fosfito de potássio promoveu controle do míldio da videira com eficácia superior à do fungicida comercial testado.

Comprova-se, assim, a eficácia de fosfitos no controle de diferentes patógenos e em diferentes cultivos. Portanto, podemos esperar bons resultados no uso em plantas de atemoia, para tanto, procure sempre um agrônomo de sua confiança, para uma boa recomendação de uso.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Respostas de 3

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Conflito no Oriente Médio coloca em risco 41% da ureia exportada no mundo

2

Federarroz, Farsul e COOPACC solicitam medidas urgentes para o setor arrozeiro

3

Jonas Cuzzi assume o cargo de Diretor de Marketing Brasil da PI AgSciences

4

Brasil recebe o mundial de Brangus em março

5

Nos 50 anos de ORPLANA, Cana Summit 2026 debate o futuro da produção de cana-de-açúcar

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Maracujá Catarina-divulgação

Mudança de estação auxilia a renovar horta caseira; veja dicas do que plantar em março

FRUTO TAKAYAMA ABERTO (Pequeno)

Polinização ainda é um dos principais gargalos no cultivo da abóbora japonesa

WhatsApp Image 2026-02-25 at 15.55.38

Citricultura brasileira vive ciclo de estratégias com a retomada da produção e o domínio do mercado global

Créditos Gemini (Pequeno)

PLC Distribuidora: de produto a solução para o agro