Mercado de grãos: o que vem depois da safra recorde?

Recentemente temos visto que alguns dos principais fatos positivos do noticiário brasileiro são relacionados ao agronegócio. Enquanto o Brasil e o mundo enfrentam o maior desafio das últimas décadas, o agro segue forte e altamente produtivo.
Lavoura - Crédito Shutterstock

Publicado em 27 de julho de 2020 às 10h47

Última atualização em 27 de julho de 2020 às 10h47

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Recentemente temos visto que alguns dos principais fatos positivos do noticiário brasileiro são relacionados ao agronegócio. Enquanto o Brasil e o mundo enfrentam o maior desafio das últimas décadas, o agro segue forte e altamente produtivo. Mesmo em meio a uma pandemia, não houve crise de abastecimento e a safra 2020 deve bater mais um recorde, impulsionada sobretudo pelos cultivos de soja e milho.

A previsão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de um consolidado de 245,9 milhões de toneladas colhidas. O crescimento em relação ao ano anterior será de 1,8%, ou 4,4 milhões de toneladas a mais. O momento do agro não é bom apenas pelo volume produzido, mas também por causa do valor das commodities no mercado internacional. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro deve ter um faturamento bruto de R﹩ 478,2 bilhões em 2020. Uma alta de 16,2%, na comparação com 2019.

Com o setor capitalizado, a soja puxando os números da safra e superando seu recorde de 2018, a pergunta que fica é: como superar a marca de 2020 no futuro? A expansão das áreas agricultáveis no país é um tema delicado e nada urgente, visto que é possível mais que dobrar a produção agrícola nas áreas já disponíveis. A chave para isso está na tecnologia.

O avanço das “agtechs” e os investimentos massivos das montadoras de máquinas agrícolas em soluções de precisão e conectividade completam este cenário. Um bom exemplo é a plantadeira dobrável Momentum, da Valtra. Disponível na versões exclusivas para sementes e também para sementes e fertilizantes, a máquina foi desenvolvida no Brasil pelo time de engenheiros da AGCO, detentora da marca Valtra. Algo inédito na história da companhia, até então. A plantadeira impressiona pelo seu tamanho e design, mas ainda mais pelo que entrega ao agricultor.

Capaz de se integrar com diversas soluções agronômicas digitais controladas pelo monitor 20/20, a Momentum comprovadamente proporciona 10% mais sacas de soja por hectare. Isso graças à integração das soluções da Precision Planting, vSet e vDrive, ao chassi SmartFrame, exclusivo da máquina e capaz de copiar com precisão as mais diferentes topografias. Isso permite a deposição das sementes na profundidade correta em diferentes condições do terreno, resultando em uma emergência uniforme. Além disso, o conjunto garante uma singulação acima de 99% e permite aumentar a velocidade da operação sem ocasionar decréscimos na qualidade do plantio.

Assim, planta-se mais área no mesmo tempo, melhorando o aproveitamento da janela de plantio. Aliás, o melhor aproveitamento do tempo é algo tão fundamental para o aumento de produção quanto o melhor aproveitamento das áreas de plantio. Pensando nisso, os desenvolvedores da AGCO criaram um sistema com buchas de auto lubrificação e vedações que proporciona à Momentum 30% menos paradas durante a safra, em relação a máquinas da mesma categoria. Por ser dobrável, a Momentum também proporciona uma redução drástica no tempo de transporte entre uma fazenda e outra durante a safra.

Lavoura – Crédito Shutterstock

Por fim, se atualmente o câmbio favorece a rentabilidade do agricultor, na próxima safra há a previsão de que o mesmo vá encarecer os insumos. A precisão e o desperdício próximo do zero da Momentum geram uma economia de sementes de até 15%. Em valores, são mais de R﹩ 90 mil de economia ao produtor rural no cultivo de grãos em áreas de até 600 hectares.

A plantadeira Momentum é um produto único e que atende a praticamente todos os anseios do agricultor no que se refere ao plantio. Mas não é o único equipamento capaz de gerar aumento de produtividade e dados sólidos sobre um cultivo. O mercado brasileiro de tecnologia aplicada à agricultura profissional está preparado para o velho desafio que se intensifica após a safra recorde de 2020 – fazer mais com menos.

Mesmo a questão da conectividade, ainda problemática em diversas regiões do país, vem sendo suprida por iniciativas como a recém-criada associação ConectarAgro, que reúne oito empresas da cadeia produtiva do agronegócio e de telecomunicações. O momento positivo deve ser celebrado, mas também visto como uma oportunidade de se investir ainda em tecnologia. O futuro agradece.

* Fabrício Müller é gerente de Produto e Marketing Estratégico para Crop Care da AGCO América do Sul, detentora da Valtra

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