Quais as formas de cultivar morango?

Quais as formas de cultivar morango?
Quais as formas de cultivar morango?

Publicado em 23 de outubro de 2019 às 08h34

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h44

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Crédito Shutterstock

O morango é, talvez, uma das frutas mais populares, usado na confeitaria e conhecido como a fruta dos enamorados. Mas além de famoso, bonito e saboroso, o morango vem atraindo produtores pelo País. Minas Gerais e São Paulo lideram a produção, mas o Rio Grande do Sul vem se destacando pela qualidade do fruto, produzido de diferentes formas: orgânico, convencional, em estufa alta, no chão, hidropônico e semi-hidropônico.

O Vale do Caí, especialmente, o município de Bom Princípio, se destaca pela produção de morangos de mesa, comercializados in natura na Central de Abastecimento do Estado (Ceasa), em Porto Alegre. Já a produção para a indústria se concentra na região de Pelotas, no Sul. A produtividade anual chega a 40 toneladas por hectare, segundo a Emater-RS. A rentabilidade também costuma ser maior (224% para o morango para 72% na comparação com o milho).

A produção em estufas é uma boa alternativa para pequenos produtores, garantindo produção em todas épocas.

De Norte a Sul

No Brasil, duas regiões têm conquistado bons rendimentos. No Distrito Federal, Brazlândia registra um aumento de 230% no número de produtores de morango em 24 anos. Hoje são quase 200 produtores, que plantam várias espécies num espaço de 180 hectares.

O morango gera cerca de 2 mil empregos diretos, incluindo o período de safra, e movimenta R$ 35 milhões anuais. Neste ano, a produção deve chegar a seis mil toneladas.  “A cadeia do morango é uma das mais importantes para a região de Brazlândia e para o DF como um todo, pelos números expressivos em emprego e renda. Nos orgulhamos de fazer parte dessa história”, disse a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca.

Na região, alguns produtores estão cultivando a fruta em um sistema que utiliza a mesma água em que criam peixes, permitindo economia de até 90% de água. O sistema sustentável é conhecido como aquaponia.

Na outra ponta do mapa, Bom Princípio, no Rio Grande do Sul, é reconhecido pelo sabor da fruta. São cerca de 85 famílias, 300 produtores. Eles recebem incentivo do governo municipal para a aquisição de mudas. Nesta safra, por exemplo, foi repassado o equivalente a R$0,17 por muda nacional e R$ 0,21 por importada, somando um total de R$ 115 mil. Na região o cultivo é 70% em substrato em estrutura suspensa e o restante no chão, com proteção de lona plástica.

Diferentes formas de cultivo

A mais conhecida forma de cultivo é no chão, com proteção de lona ou mulching, mas existem novas tecnologias que vem melhorando as condições de trabalho e produtividade.

O cultivo em estufa alta permite criar um microclima que deixa a planta menos estressada e mais resistente às pragas como ácaros, fungos e insetos. Além da economia com plástico e arcos, a técnica permite aproveitar melhor o espaço da área de plantio. Outra vantagem é poder trabalhar em dias de chuva, com maior conforto e evitando perdas por problemas climáticos como geada ou excesso de sol.

A semi-hidroponia tem conquistado muitos produtores. Com uso de estufa alta, bancadas, substrato, fertirrigação e baixa aplicação de defensivos, garante produtividade fora de épocas tradicionais, além de mais segurança alimentar ao consumidor.

No cultivo hidropônico é possível reduzir, significativamente, a incidência de pragas e doenças da parte aérea. Nesta forma o cultivo de plantas é feito sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes essenciais ao desenvolvimento da planta.

Fonte: Agrolink

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