Milho – Como escolher a semente e cultivar correta para semeadura

Publicado em 18 de novembro de 2018 às 16h57

Última atualização em 18 de novembro de 2018 às 16h57

Acompanhe tudo sobre Germinação, Glifosato, Herbicida, Semente, Tela, Transgênico e muito mais!

Matheus Giugni

Graduando Agronomia – Faculdades Integradas de Ourinhos

matheusgiugni@outlook.com

Hugo Cesar Rodrigues M. Catão

Engenheiro agrônomo, Doutor em Agronomia/Produção e Tecnologia de Sementes e professor – Faculdades Integradas de Ourinhos

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a safra de grãos será em torno de 228 milhões de toneladas, uma redução de 3,9% em relação à safra anterior. Isso foi ocasionado pelas condições climáticas, que causaram impacto no potencial produtivo das lavouras, caso contrário esta poderia ter sido uma safra com ótimas perspectivas.

Os principais Estados produtores do Brasil, Mato Grosso e Paraná, sofreram com a redução das precipitações pluviométricas e impactaram principalmente a segunda safra de milho. Com a safra de milho de verão finalizada, a produção foi de 26,8 milhões de toneladas, 12% inferior à safra passada, devido ao decréscimo da área semeada.

Já na segunda safra a redução na área cultivada, aliada ao forte estresse hídrico, resultou em perdas de produtividade, derivando numa produção de 54,5 milhões de toneladas, 19,1% inferior à safra passada e 1,5% inferior ao levantamento anterior.

Mesmo diante dessa situação restritiva, a tecnologia agregada ao sistema produtivo de milho possibilita obter produtividades ao menos próximas de uma realidade nacional. Isso se deve, em grande parte,à tecnologia empregada em sua principal matéria-prima.

Evolução clara

O agricultor deve estar atento às características de cada cultivar

Sem dúvidas, as sementes de milho tiveram um grande desenvolvimento nos últimos tempos, sendo possível empregar inúmeras características tecnológicas. Em virtude de avanços genéticos e biotecnológicos, foi possível obter cultivares mais responsivas e incorporar características de resistência a moléculas de herbicidas (glifosato e glufosinato de amônio), bem como a insetos, pragas e doenças.

O milhocultor deve optar por sementes com alta germinação e vigor

Em função desses atributos tecnológicos na semente, o custo deste insumo é significativo. O custo médio de um saco com 60.000 sementes está em torno de R$ 324,72, sendo variável em razão do material e da tecnologia transgênica disponível.

Assim, a semente tem impactado consideravelmente no custo de produção, portanto, a escolha correta da cultivar deve merecer toda atenção do produtor que pretende ser bem-sucedido em seu empreendimento.

Atualmente, o mercado oferece uma grande diversidade de sementes de milho. Há variedades, híbridos, materiais convencionais e transgênicos. Na safra 2017/18 foram disponibilizadas 315 cultivares de milho, número abaixo do oferecido no ano passado (477 cultivares).

Essa diminuição se deve ao fato de algumas empresas de sementes não terem disponibilizado certas cultivares, ou ainda à fusão e incorporação de empresas multinacionais, que reduziram o portfólio de sementes de milho como estratégia comercial.

Diante da ampla gama de cultivares de milho disponíveis no mercado brasileiro de sementes a cada safra, é preciso cautela e objetividade para definir a melhor opção de cultivo para cada situação.

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Grãos. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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