Híbridos de cenoura – Mais uniformidade da lavoura

Crédito Ana Maria Diniz

Publicado em 19 de novembro de 2018 às 15h24

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h42

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Laércio Boratto de Paula

 Engenheiro agrônomo, DSc em Fitotecnia e professor do IF Sudeste MG, campus Barbacena

laercio.boratto@ifsudestemg.edu.br

Crédito Ana Maria Diniz

A cultura da cenoura, ao longo do tempo, sempre foi marcada pelo uso de grupos de cultivares que se destacaram pelo sucesso comercial e agronômico. Como exemplo, no Brasil podemos citar o grupo Nantes, de origem francesa, lançada em 1860 e que até hoje é referência em qualidade de raiz, e o grupo Brasília, lançado pela Embrapa em 1981 e que alavancou e monopolizou o cultivo da cenoura em todo o País por mais de duas décadas, destacando-se por sua resistência e precocidade.

Desde meados de 2000, as cultivares vêm perdendo espaço em função do surgimento e da consolidação dos híbridos, que se notabilizam pela maior uniformidade e possibilidade de rendimento das raízes.

 

Média produtiva

 

No Brasil, a média de produtividade da cenoura gira em torno de 30 a 32 t/ha. Ressalta-se que são dois períodos bem distintos de produção: verão e inverno. No inverno, em que as condições de clima são mais favoráveis à cultura, a produtividade é maior que no verão.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Hortaliças 2017, regiões como São Gotardo (MG) e Cristalina (GO) obtiveram produções médias, no inverno, de 95 t/ha, cerca de 30% a mais que em 2015. São valores excelentes e que demonstram a eficiência dos produtores da região.

De maneira geral, o crescimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas são influenciados e definidos por cerca de 52 fatores, sendo que o produtor consegue controlar, de forma parcial ou completa, cerca de 45. Em se tratando da cenoura, especificamente, podemos enumerar algumas tecnologias inerentes: o bom preparo do solo; o uso de híbridos adaptados às condições locais; o uso de semeadoras de alta precisão, que permitem melhor uniformidade na distribuição de sementes; o estabelecimento e o uso de um plano de adubação equilibrado, que atenda de fato às necessidades da cultura e ao tipo de solo; um manejo fitossanitário e de plantas invasoras eficiente, além de uma irrigação que atenda a demanda hídrica da cultura, especialmente nos momentos de maior demanda.

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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