Cultivares de alface de valor agregado

Crédito Eduardo Miyayaciki

Publicado em 18 de novembro de 2018 às 15h19

Última atualização em 18 de novembro de 2018 às 15h19

Acompanhe tudo sobre Agricultura orgânica, Alface, Folhosa, Queima e muito mais!

Mariana Caroline Guimarães Xavier

Professora de Agronomia ” Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

marianaa-caroline@hotmail.com

Carlos Antônio dos Santos

Engenheiro agrônomo e doutorando em Fitotecnia – UFRRJ

carlosantoniods@ufrrj.br

Hélio João de Farias Neto

Engenheiro agrônomo, mestre em Agricultura Orgânica e extensionista-EMATER-MG

helio.neto@emater.mg.gov.br

Margarida Goréte Ferreira do Carmo

Engenheiraagrônoma, doutora em Fitopatologia e professora – UFRRJ

gorete@ufrrj.br

Crédito Eduardo Miyayaciki

A demanda por hortaliças folhosas diferenciadas, gourmets e de melhor qualidade tem crescido bastante nos últimos anos, demonstrando ser um nicho de mercado lucrativo aos produtores. Nesse contexto, a alface (Lactuca sativa L.), por ser atualmente a hortaliça folhosa mais popular e a mais consumida do Brasil, apresenta grande potencial de crescimento e de inovação em função de suas diferentes formas, tamanhos, sabores, cores e texturas, que têm sido apreciadas pelos consumidores e que podem ser amplamente exploradas para atender aos mercados de maior valor agregado.

O cultivo de hortaliças folhosas, como a alface, é caracterizado como uma atividade exercida prioritariamente por pequenos produtores rurais e constitui uma opção significativa de fonte de renda. É uma cultura de extrema importância social e econômica, pois proporciona a obtenção de elevada produção por hectare, e de ciclos curtos com vários cultivos ao longo do ano.

 

Liderança

 

A produção nacional é liderada pela região sudeste, que corresponde a aproximadamente 67% da produção, sendo o Estado de São Paulo responsável por mais da metade da oferta, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, respectivamente.

Essa produção geralmente é feita em micro e pequenas propriedades localizadas próximas aos grandes centros urbanos, em cinturões verdes, o que favorece a comercialização desses produtos para consumidores mais exigentes.

 

A escolha certa

Produção de alfaces diferenciadas exigem cultivares específicas – Crédito Wéber Velho

O produtor de alface, atualmente, pode escolher entre uma ampla possibilidade de cultivares, que se agrupam nos tipos crespa, lisa, americana, romana, mimosa, roxa e mini, e que devem ser eleitas de acordo com a região e época de cultivo, bem como o destino final do produto.

A escolha de uma cultivar adaptada à região e época torna-se essencial para contornar os efeitos das mais diferentes condições climáticas. Embora seja uma cultura exigente em dias curtos e temperaturas mais amenas para um melhor desenvolvimento, estão atualmente disponíveis no mercado cultivares que possibilitam o cultivo nos mais diversos tipos de clima, tolerando temperaturas mais elevadas, inclusive.

A utilização de cultivares pouco adaptadas aos locais de produção afeta consideravelmente o ciclo e a produção da cultura, fornecendo plantas com menor desenvolvimento e que não expressam seu potencial genético, ocasionando perdas em produtividade e valor de mercado.

Um exemplo de inadequação de cultivares versus época de cultivo é o pendoamento precoce, recorrente quando o produtor opta por uma cultivar com baixa tolerância ao calor no cultivo de verão, que devido às altas temperaturas e fotoperíodo longo, induzem ao pendoamento.

Os prejuízos são causados pelo alongamento do caule, ocasionando a perda de formato, além do aumento da formação de látex, que leva ao amargor, tornando o produto inadequado para comercialização.

Outro prejuízo relacionado às condições climáticas é o distúrbio conhecido como “tipburn“. Observações em áreas de produção localizadas no Sul de Minas apontam a ocorrência frequente dessa anomalia. Portanto, a escolha da variedade também deve ser observada para esse problema, que inviabiliza a comercialização devido à aparência ruim (queima de bordas). Como solução, o cultivo em ambientes protegidos é recomendado, por criar um microclima adequado para o desenvolvimento da planta, o que confere uma maior qualidade ao produto final.

Alface de valor agregado diferencia pela textura, formatos e coresvariados – Crédito Shutterstock

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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