Sementes de algodão – O alicerce da produtividade

Crédito Saulo Alves

Publicado em 12 de novembro de 2017 às 07h21

Última atualização em 12 de novembro de 2017 às 07h21

Acompanhe tudo sobre Adubação, Algodão, Análise de solo, Bicudo, Cerrado, Colheita, Lagarta, Plantio direto, Rentabilidade, Semente e muito mais!

Edivaldo Cia

Engenheiro agrônomo e pesquisador aposentado do Instituto Agronômico

edivaldocia@terra.com.br

 

Crédito Saulo Alves
Crédito Saulo Alves

Unanimidade entre os cotonicultores de todo o mundo, o alto potencial produtivo e a elevada qualidade de fibra no final da safra são essenciais. O mercado, cada vez mais exigente, busca o que há de melhor no segmento do algodão, e as sementes representam uma opção muito atrativa que pode contribuir para o aumento de produtividade e de qualidade da fibra, proporcionando mais rentabilidade ao cotonicultor no final da safra.

Atualmente, o algodoeiro é plantado nas regiões de cerrado do Brasil, principalmente em Mato Grosso e Bahia. Normalmente as cultivares plantadas são transgênicas (para lagartas e “mato“).

Encontram-se no mercado pelo menos 10 cultivares transgênicas, oriundas de empresas públicas e privadas (Embrapa, IMA e TMG), e cada uma delas tem características diferentes, sendo a maioria com boa qualidade de fibra (conhecida como fibra média).

No Brasil não temos atualmente cultivares com qualidade de fibra longa. A Embrapa deverá lançar uma neste ano. A respeito do desempenho das cultivares, pode-se dizer que, se bem cuidadas, a maioria pode produzir até mais de 300@/ha.

Expressão produtiva

São várias as condições para uma boa produtividade, como: aplicação de calcário quando necessário; preparo do terreno por ocasião da semeadura (plantio direto, controle do “mato“, etc.); escolha da cultivar a ser plantada de acordo com as condições locais; controle de pragas e doenças; aplicação de regulador de crescimento e desfolhante na hora certa; colheita do algodão sem que haja chuva; etc.

É importante estar sempre presente na lavoura para acompanhar o período de aplicação de insumos, adubação e regulagem de máquina sempre na hora certa. Quem recomenda a época de plantio é o distribuidor de semente. Encontram-se no mercado cultivares com ciclo mais precoce ou mais longo. É importante que seja programado o plantio de forma que na colheita não ocorra chuva. Normalmente, em São Paulo o algodão é semeado em torno de novembro/dezembro e em Mato Grosso um mês depois.

De acordo com a análise de solo e estimativa de produtividade é que o manejo nutricional será programado. Como o custo de produção é elevado, normalmente utilizam-se nutrientes acima da necessidade da planta.

Quanto aos erros, o mais fatal é, sem dúvida, a escolha de uma cultivar inadequada. Por exemplo: Se ocorrer determinada doença na propriedade, é preferível escolher uma cultivar que seja resistente à mesma.

Não se pode errar na escolha de insumos agrícolas também. Fazer a aplicação dos mesmos na hora certa, o que é essencial no caso de controle da praga bicudo-do-algodoeiro. Muito importante também é o controle de lagartas, se a cultivar não for transgênica.

Novidades

O IAC está incentivando o plantio de algodão com fibra colorida (coloração marrom). É um nicho de mercado bem restrito, porque a fibra tem um valor comercial praticamente o dobro da fibra tradicional. Lembrando que esse algodão não usa corante na sua industrialização.

Essa matéria você encontra na edição de novembro 2017 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

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