No caminho certo – Alta tecnologia em irrigação pode aumentar em até 10 vezes a produção brasileira

A irrigação no Brasil tem crescido a taxas médias anuais entre 4,4 e 7,3% desde a década de 1960 - Crédito Marcelo André

Publicado em 20 de setembro de 2017 às 19h10

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h02

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A irrigação no Brasil tem crescido a taxas médias anuais entre 4,4 e 7,3% desde a década de 1960 - Crédito Marcelo André
A irrigação no Brasil tem crescido a taxas médias anuais entre 4,4 e 7,3% desde a década de 1960 – Crédito Marcelo André

O Grupo DB investe na produção de cereais (soja, milho, feijão, sorgo, algodão, beneficiamento de algodão, beneficiamento e produção de café, suinocultura, genética suína e bovinocultura), parte em Patos de Minas (MG) e região, e o restante em São Romão, no Noroeste de Minas, onde toda a área é irrigada.

“Todo o algodão é plantado em São Romão, porque a área é 100% irrigada via pivô e achamos o local melhor para produzir essa cultura por uma questão de ciclo, custo e produtividade“, justifica Daniel Bruxel, diretor administrativo do Grupo DB Agricultura e Pecuária.

O Grupo investiu no sistema de irrigação localizada da Rivulis há quase três anos em 96 hectares de café, e já pretende aumentar mais 170 hectares, visando aumento de produtividade e para produzir respeitando o meio ambiente. “A irrigação é uma ferramenta de carregar água e nutrientes de maneira eficiente na hora e quantidade necessária, evitando desperdícios. Conseguimos, além de maior produtividade, aumento na eficiência de aplicação de nutrientes e diminuição de trânsito de máquinas na área de cultivo“, define o empresário Daniel Bruxel.

Direto ao ponto

O sistema dimensionado, adotado pelo Grupo DB, consiste em um cabeçal de controle localizado na parte central da área, onde o sistema é pressurizado. Sendo assim, a água e os nutrientes são conduzidos para toda a área plantada, que é dividida em seis setores ou talhões.

Investimento x retorno

O investimento na implantação do sistema foi de R$ 9 mil por hectare, e o retorno é obtido entre o terceiro e o quarto ano de produção, segundo Daniel Bruxel. “Depois de implantado, há redução no custo de produção, eficiência e diminuição de mão de obra“, garante.

Com o uso do equipamento é possível fazer gerenciamento da irrigação e fertirrigação, aumentando a eficiência no consumo de água e melhorando a qualidade da produção.

 

Daniel Bruxel, diretor administrativo do Grupo DB Agricultura e Pecuária . - Crédito Luize Hess
Daniel Bruxel, diretor administrativo do Grupo DB Agricultura e Pecuária . – Crédito Luize Hess

O café

O café do Grupo DB é 100% irrigado, a maioria no sistema de gotejo, e algumas áreas sob pivô central e via lepa. “Quando fomos atrás do sistema da Rivulis estávamos em busca de tecnologia, redução de custo e aumento de produtividade. Para irrigação usamos tecnologias de duas empresas que são bem equivalentes no que diz respeito à qualidade, com alguns diferenciais. O que fez com que optássemos pela Rivulis foi aquestão de qualidade e, principalmente, assistência técnica, que nos atende no que diz respeito à engenharia e montagem do projeto. Ficamos muito seguros com isso, então estamos fazendo um novo projeto de 170 hectares que vai começar a ser implantado em outubro/novembro.Vamos aumentar essa área e será o mesmo projeto de irrigação/fertirrigação que já temos, todo automatizado“, relata Daniel Bruxel, feliz pela simplicidade, praticidade e eficiência do sistema.

Qualidade

Daniel elogia a eficiência do sistema de irrigação pela uniformidade e assistência técnica, por ter sido sempre muito bem atendido. “A qualidade e a tecnologia que o produto tem nos surpreendeu positivamente e estamos bem satisfeitos com isso.O investimento valeu a pena. Não foi barato, mas acreditamos que com a produtividade agregada, diminuição de custos e mão de obra, além de não precisar entrar na lavoura o tempo todo porque a adubação é feita via gotejo, o investimento se paga entre a terceira e a quarta safra“, calcula.

Em ganho de água, o gotejo traz melhor eficiência em comparação ao sistema de pivôs, chegando a economizar entre 25 a 30%. “Quanto à adubação, a grande vantagem é que já fazíamos uma adubação parcelada com adubos via solo e entrávamos seis vezes na área ao longo do ciclo do café para isso. Agora a aplicação é 100% via gotejo. Na fertirrigação, sempre que irrigamos aplicamos um pouco de nutrientes, ou seja, nutrimos a planta toda semana. Conseguimos diluir isso durante todo o ciclo, algo que seria impossível se a aplicação fosse via solo. A vantagem, portanto, não é só pela questão do custo, mas operacional também“, explica.

Mais produtividade

Sobre o aumento de produtividade, Daniel não deixou uma área testemunha para comparar. “Acreditamos no projeto, no conceito e implantamos na área toda. Vimos que as plantas ficam bem nutridas durante toda a safra e não sofrem muito com a colheita. Como o projeto é novo e essa foi a primeira safra que colhemos, sentimos que o resultado foi melhor do que antes, sendo que a lavoura está preparada para o ano que vem“, afirma.

Essa é parte da matéria de capa da revista Campo & Negócios Grãos, edição de outubro 2017. Adquira a sua para leitura completa.

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