Indicação Geográfica da cachaça é reconhecida no Circuito das Águas Paulista

Reconhecimento do INPI amplia para 12 o número de Indicações Geográficas ligadas ao agro paulista e destaca a tradição da produção de cachaça de alambique na região.
Cachaças de alambique têm uma produção de escala reduzida, normalmente de tradição familiar | Foto: Divulgação/CATI
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A Indicação Geográfica da cachaça produzida no Circuito das Águas Paulista foi oficialmente reconhecida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), na modalidade Indicação de Procedência (IP). Com o novo registro, o Estado de São Paulo passa a contar com 12 Indicações Geográficas (IGs) voltadas ao agronegócio, reforçando a valorização dos produtos regionais e da produção artesanal.

O reconhecimento contempla a cachaça de alambique produzida em nove municípios da região e representa mais um avanço na política de fortalecimento das cadeias produtivas paulistas.

Indicação Geográfica da cachaça valoriza tradição regional

A Indicação Geográfica da cachaça abrange os municípios de:

  • Águas de Lindoia;
  • Amparo;
  • Holambra;
  • Jaguariúna;
  • Lindoia;
  • Monte Alegre do Sul;
  • Pedreira;
  • Serra Negra;
  • Socorro.

O pedido foi apresentado pela Associação de Produtores de Cachaça de Alambique do Circuito das Águas Paulista (APCCAP), com apoio técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, e do Sebrae, responsáveis pelo suporte documental e pela delimitação territorial da área reconhecida.

Região reúne mais de 350 produtores de cachaça

O Circuito das Águas Paulista reúne mais de 350 alambiques e produtores de cachaça, consolidando-se como um dos principais polos da bebida no estado.

As características naturais da região, como solo, clima e disponibilidade de água, contribuem para a identidade da produção, que é realizada em pequena escala, principalmente por produtores familiares e alambiques artesanais.

Em maio deste ano, a região também conquistou a Indicação Geográfica para o café, fortalecendo ainda mais sua reputação como produtora de alimentos e bebidas de origem reconhecida.

São Paulo amplia número de Indicações Geográficas no agro

O reconhecimento da Indicação Geográfica da cachaça representa mais um avanço da política estadual voltada à valorização dos produtos agropecuários.

Em 2023, quando ocorreu a primeira Assembleia Geral do Fórum Paulista de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, São Paulo possuía apenas sete IGs reconhecidas pelo INPI. Atualmente, o estado já soma 16 Indicações Geográficas, sendo 12 ligadas ao agronegócio.

Esse crescimento foi impulsionado pela criação do Grupo Técnico de Indicações Geográficas, instituído pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento por meio da Resolução SAA-SP 74/2024.

O grupo reúne especialistas das áreas de pesquisa, extensão rural, defesa agropecuária e câmaras setoriais para apoiar produtores e associações em todas as etapas do processo de reconhecimento.

Segundo o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a iniciativa busca ampliar o valor agregado dos produtos paulistas.

“A Secretaria de Agricultura está ao lado dos produtores e das associações, com apoio técnico e científico, para ampliar esses reconhecimentos, fortalecer e agregar valor aos produtos do agro paulista.”

O que é uma Indicação Geográfica?

A Indicação Geográfica (IG) é um reconhecimento concedido pelo INPI a produtos ou serviços cuja reputação e qualidade estão diretamente associadas à sua origem geográfica.

Existem duas modalidades:

  • Indicação de Procedência (IP): reconhece regiões tradicionalmente conhecidas pela produção de determinado produto;
  • Denominação de Origem (DO): certifica produtos cujas características resultam da combinação de fatores naturais e humanos da região de origem.

Esse reconhecimento fortalece a identidade regional, agrega valor aos produtos e amplia sua competitividade nos mercados nacional e internacional.

Agro paulista reúne 12 Indicações Geográficas

Com o reconhecimento da Indicação Geográfica da cachaça, São Paulo passa a contar com os seguintes registros ligados ao agronegócio:

  • Alta Mogiana (café);
  • Jundiahy (uva Niagara Rosada);
  • Nova Alta Paulista (café);
  • Região de Garça (café);
  • Região de Pinhal (café);
  • Torrinha (café);
  • Vale da Grama (café);
  • Vale do Paraíba (mel e própolis);
  • Vale do Ribeira (palmito pupunha);
  • Vale do Ribeira (bananas Cavendish e Prata);
  • Circuito das Águas Paulista (café);
  • Circuito das Águas Paulista (cachaça).

Com a nova certificação, a Indicação Geográfica da cachaça fortalece a valorização da produção artesanal paulista, amplia a visibilidade do Circuito das Águas Paulista e reforça a estratégia de agregar valor aos produtos do agronegócio por meio da origem e da qualidade reconhecidas.

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