O Magnesium Day, realizado em Goiânia (GO) no dia 13 de maio, consolidou-se como um dos principais encontros técnicos voltados à nutrição vegetal e à importância do magnésio para altas produtividades agrícolas.
Entre os destaques do evento esteve a participação ativa da K+S, empresa alemã referência global na produção de potássio e magnésio, que reforçou sua estratégia de expansão no mercado brasileiro e a relevância do magnésio solúvel para os sistemas produtivos modernos.
Com mais de 100 anos de atuação global e presença no Brasil há mais de sete décadas, a K+S vê o País como um mercado estratégico dentro da agricultura mundial. Durante o evento, executivos da companhia destacaram que o avanço das produtividades brasileiras exige uma nutrição cada vez mais equilibrada e eficiente, indo além da tradicional adubação com nitrogênio, fósforo e potássio.

Agricultura de alta performance exige nutrição mais completa
Segundo Dr. Josef Wiebel, vice-presidente da K+S, o momento da agricultura brasileira favorece a expansão do uso de magnésio solúvel em água, especialmente diante do avanço genético das culturas e do aumento constante das produtividades no campo.
“O Brasil é um dos nossos maiores mercados globalmente. Estamos aqui há mais de 70 anos e enxergamos um enorme potencial de crescimento. Hoje, a agricultura brasileira alcança produtividades muito elevadas e esse é o momento de os agricultores ampliarem o olhar além do NPK, incorporando também o magnésio solúvel e o enxofre na estratégia nutricional”, afirma.
A companhia produz fertilizantes na Alemanha destinados ao mercado brasileiro e vem ampliando sua atuação técnica no País, principalmente na difusão do uso do magnésio em culturas de alta exigência nutricional.
Entre os produtos destacados durante o evento estava o Korn-KALI®, fertilizante que combina potássio, magnésio e enxofre em uma única formulação. O produto já é amplamente utilizado na Europa há cerca de 40 anos e agora ganha espaço também no Brasil.
“O Korn-KALI® é a principal fonte de potássio utilizada na Alemanha, por exemplo. É um produto extremamente consolidado e que entrega potássio associado ao magnésio e enxofre, oferecendo uma nutrição mais equilibrada às plantas”, explica Wiebel.
Investimentos bilionários ampliam foco no Brasil
A aposta da companhia no agronegócio brasileiro também passa pelo aumento da capacidade produtiva global. Há três anos, a K+S iniciou o projeto Werra 2060, considerado um dos maiores investimentos da empresa.
De acordo com Dr. Josef Wiebel, serão investidos cerca de R$ 3,5 bilhões para ampliação da produção, com foco em atender mercados estratégicos, como o brasileiro.
“Queremos crescer e o Brasil é uma potência agrícola. O projeto Werra 2060 amplia nossa capacidade de produção justamente para atender mercados prioritários. Para nós, é muito importante oferecer ao produtor não apenas o cloreto de potássio tradicional, mas soluções completas que também entreguem magnésio e enxofre”, destaca.

Brasileira), Rafael Otto (professor Esalq) Dr. Joska Gerendas
(líder de pesquisa da K+S) e Dr. Josef Wiebel (vice presidente
vendas e marketing – fertilizantes K+S)

sobre as inovações
Ciência, produtividade e evidências de campo
Outro ponto reforçado pela empresa durante o Magnesium Day foi o respaldo científico das soluções apresentadas. Segundo a K+S, os produtos vêm sendo avaliados em ensaios e pesquisas de campo em diferentes culturas brasileiras.
“Tudo o que fazemos é baseado em evidências científicas. Estamos realizando testes de campo que comprovam o aumento de produtividade e rendimento em diversas culturas aqui no Brasil”, ressalta Wiebel.
A companhia também reforçou que sua atuação no País vai além da comercialização de fertilizantes, investindo fortemente em suporte técnico e orientação agronômica.
Consultoria técnica e aproximação com o produtor
Para Jörn-Erek Kompa, diretor administrativo da K+S Brasileira, a empresa vem fortalecendo sua presença técnica junto ao produtor rural, ampliando o debate sobre o papel do magnésio dentro dos sistemas produtivos brasileiros.
“Nosso DNA está no potássio e no magnésio. Não estamos apenas vendendo produtos. Trabalhamos também com assessoria técnica e consultoria agronômica para mostrar aos produtores os benefícios do magnésio solúvel em água”, afirma.
Segundo ele, a participação no Magnesium Day reforça justamente esse posicionamento técnico da empresa.
“Estamos participando do Magnesium Day pela terceira vez, em conjunto com a Multitécnica, para ampliar o conhecimento sobre magnésio e mostrar ao mercado os benefícios do Korn-KALI®. Queremos que os profissionais conheçam o produto, façam testes e entendam os resultados que ele pode entregar em condições brasileiras”, comenta Kompa.

Magnésio deixa de ser “nutriente esquecido” e ganha espaço estratégico
Durante o Magnesium Day, outro destaque da participação da K+S foi a abordagem sobre a trajetória global da companhia e o fortalecimento do magnésio dentro da agricultura moderna.
Segundo Mário Antônio Marin, da área de vendas e marketing da K+S Brasileira, a empresa possui uma história diretamente conectada à produção de fertilizantes potássicos e magnesianos.
“A K+S é uma empresa alemã com 137 anos de história, atualmente a quarta maior produtora de cloreto de potássio do mundo e a autoridade mundial em magnésio”, afirma.
O executivo explica que, além das minas de cloreto de potássio, a companhia extrai na Alemanha uma rocha chamada kieserita, fonte natural de sulfato de magnésio altamente solúvel.
“Somos a maior produtora mundial de magnésio solúvel. Esse é um diferencial importante da companhia, porque conseguimos entregar ao agricultor um fertilizante que combina potássio, magnésio, enxofre e ainda enriquecido com boro”, destaca.
Brasil como mercado estratégico
A relação da empresa com o agronegócio brasileiro também é histórica. Segundo Marin, a K+S está presente no País há 72 anos e foi responsável por introduzir o cloreto de potássio no Brasil ainda na década de 1950.
“Fomos a primeira empresa a trazer cloreto de potássio para o Brasil, em 1954. Durante muitos anos trabalhamos basicamente com commodities agrícolas, mas agora estamos trazendo um conceito diferente de fertilização”, comenta.
Esse novo posicionamento vem sendo sustentado principalmente pelo avanço do Korn-KALI® no mercado brasileiro. O fertilizante combina cloreto de potássio com a kieserita, entregando uma solução nutricional mais equilibrada para diferentes culturas agrícolas.
“Hoje conseguimos fornecer potássio, magnésio, enxofre e boro em um único fertilizante. Isso traz equilíbrio nutricional, melhora a eficiência das plantas e contribui diretamente para incrementos de produtividade e qualidade”, ressalta Marin.

Magnésio ganha protagonismo
Um dos temas mais discutidos durante o Magnesium Day foi justamente a mudança de percepção do mercado em relação ao magnésio. Segundo Marin, durante muito tempo o nutriente foi negligenciado dentro dos programas de fertilidade.
“O magnésio já foi chamado internacionalmente de ‘nutriente esquecido’ da nutrição vegetal. Mas hoje essa realidade mudou completamente. Atualmente, o magnésio é um dos nutrientes mais discutidos dentro da agricultura”, afirma.
Segundo ele, o avanço das produtividades e o maior entendimento fisiológico das culturas fizeram com que o nutriente ganhasse espaço nas estratégias nutricionais.
“O magnésio está ligado diretamente à produção e distribuição de energia em todos os seres vivos. Quando falamos em agricultura de alta performance, não podemos mais ignorar o papel desse nutriente”, reforça.
Ciência e pesquisa sustentam expansão da tecnologia
Outro ponto enfatizado pela companhia é o forte embasamento científico das soluções oferecidas pela K+S. Marin destaca que a empresa mantém pesquisas no Brasil há mais de duas décadas, avaliando o comportamento do magnésio em diferentes regiões e culturas.
“Só no Brasil, já temos mais de 20 anos de pesquisa, do Rio Grande do Sul ao Pará, envolvendo sete culturas agrícolas diferentes”, explica.
Os estudos contam com participação de instituições renomadas, como Esalq/USP, Unesp, Universidade Federal de Lavras e outros centros de pesquisa especializados em fertilidade do solo e nutrição de plantas, os quais, inclusive, expuseram os resultados em campo, durante o Magnesium Day, pelos doutores e professores Rafael Otto, Carlos Crusciol, Leonardo Aquino, Rafael Nunes, Evandro Fagan, e muitos outros.
“A ciência, a inovação e a qualidade fazem parte do nosso DNA há mais de um século. É isso que move a companhia”, pontua.
Nutrição equilibrada e plantas mais resilientes
Durante o evento, também foram debatidas as relações entre equilíbrio nutricional e sanidade vegetal. Segundo Marin, plantas bem nutridas tendem a responder melhor aos estresses e apresentar maior tolerância a pragas e doenças.
“Uma planta bem nutrida sempre será mais resistente e mais tolerante aos ataques de patógenos e insetos. O magnésio participa diretamente da fisiologia vegetal e do metabolismo energético das plantas”, afirma.
Ele explica que deficiências nutricionais podem favorecer desequilíbrios fisiológicos importantes. “Quando há deficiência de magnésio, muitas vezes ocorre acúmulo de açúcares nas folhas, o que pode favorecer o ataque de pragas e doenças. Por isso, uma nutrição equilibrada também contribui para plantas mais saudáveis”, comenta.
Expansão logística e democratização da tecnologia
A K+S também projeta forte crescimento no mercado brasileiro nos próximos anos. Segundo Marin, a companhia vem ampliando sua estrutura comercial, técnica e logística para expandir o acesso dos produtores às tecnologias nutricionais da empresa.
“Nossa equipe técnica, comercial e de marketing está crescendo. Também estamos ampliando a distribuição no Brasil junto aos nossos parceiros para levar essa tecnologia a cada vez mais regiões produtoras”, afirma.
Ele ressalta que o objetivo da companhia é democratizar o acesso ao magnésio solúvel em larga escala. “Não estamos falando de uma solução restrita ou extremamente cara. É uma tecnologia competitiva, produzida em grande escala e acessível para produtores que buscam maior eficiência nutricional”, destaca.
Com três minas em operação na Alemanha e planos de expansão até 2030, a empresa pretende ampliar significativamente sua presença no mercado brasileiro.
“Temos capacidade produtiva crescente e queremos que cada vez mais agricultores tenham acesso a fertilizantes que entreguem produtividade, equilíbrio nutricional e eficiência agronômica”, conclui Marin.
Magnésio ganha espaço nas estratégias de alta produtividade da SLC Agrícola
Com previsão de cultivar cerca de 835 mil hectares na próxima safra, a SLC Agrícola intensifica estudos voltados ao manejo nutricional de alta performance, especialmente em áreas de elevado potencial produtivo.
Soja, algodão e milho seguem como culturas principais da companhia, mas o avanço de culturas de cobertura e sistemas mais sustentáveis também ganha protagonismo dentro da estratégia agrícola da empresa.
Segundo Vitor Paulo Vargas, coordenador da área de solos e pesquisa da SLC, a companhia já ultrapassa 260 mil hectares destinados a culturas de serviço, reforçando o compromisso com sistemas conservacionistas e sustentabilidade agrícola.
“A gente busca sempre inserir gramíneas e leguminosas que prestem serviços ambientais às áreas agrícolas. Isso faz parte da construção de sistemas mais equilibrados e resilientes”, destaca.

Atualmente, a SLC possui operações em sete estados do Cerrado brasileiro, incluindo Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Maranhão e, mais recentemente, Pará. São 26 fazendas e 14 unidades de pesquisa espalhadas pelo País, estrutura que permite testar produtos, manejos e conceitos em diferentes condições de solo e clima.
Magnésio entra no radar da alta produtividade
Embora o debate sobre magnésio não seja novo no Brasil, ele ganhou força nos últimos anos, especialmente diante do aumento do uso de calcário em sistemas de plantio direto e da busca por produtividades cada vez mais elevadas.
“O Brasil é referência mundial em agricultura conservacionista, mas isso exige que boa parte das operações de adubação fique concentrada na superfície do solo. Em alguns cenários, principalmente em solos mais frágeis do Cerrado, começamos a perceber situações em que apenas o calcário pode não ser suficiente para suprir toda a demanda de magnésio das plantas”, explica Vargas.
A partir dessa percepção, a SLC ampliou os estudos envolvendo aplicações de magnésio via foliar e também fontes solúveis aplicadas ao solo, buscando entender como encaixar essas tecnologias dentro de sistemas de produção de alta eficiência.
“A boca da planta está na raiz. Então estamos avaliando fontes de diferentes graus de solubilidade para entender como elas podem contribuir principalmente em cenários de altíssimo potencial produtivo e condições de maior estresse”, afirma.
Solos do Cerrado exigem atenção técnica
Os estudos têm foco especial em regiões do oeste da Bahia e outras áreas de Cerrado com solos de menor capacidade de troca de cátions, onde o uso intensivo de calcário pode elevar o pH e reduzir a eficiência do carbonato de magnésio.
“Quando começamos a observar níveis muito altos de saturação e pH, entendemos que algumas fontes tradicionais deixam de reagir com a mesma eficiência. Foi aí que começamos a aprofundar as avaliações com magnésio solúvel”, relata.
Os primeiros resultados, ainda preliminares, já indicam respostas positivas em culturas como algodão, especialmente com fontes de maior solubilidade.
“Temos observado melhorias no crescimento das plantas e incrementos produtivos em diferentes formulações testadas, envolvendo magnésio combinado com nitrogênio, potássio, enxofre e boro. Ainda estamos consolidando os dados, mas os sinais são bastante interessantes”, pontua.

Agricultura de teto produtivo
Na visão da SLC, o magnésio não é um nutriente negligenciado. Pelo contrário. A empresa trabalha há anos monitorando níveis nutricionais em larga escala e mantém praticamente todas as áreas acima dos níveis críticos recomendados pela pesquisa.
“O magnésio é tão importante quanto potássio, enxofre e nitrogênio dentro da nossa estratégia nutricional”, ressalta Vargas.
O diferencial agora está em compreender como potencializar ainda mais os sistemas de produção em áreas irrigadas e ambientes de altíssimo rendimento.
Na última safra, a companhia alcançou produtividades próximas de 80 sacas de soja por hectare na Bahia, incluindo áreas de sequeiro e irrigadas. Em algumas áreas irrigadas, a expectativa já se aproxima das 90 sacas por hectare.
“Nessas condições extremas de produtividade, o calcário sozinho talvez não consiga atender toda a demanda da planta. É aí que começam a entrar os detalhes que fazem diferença no teto produtivo”, explica.
O mesmo raciocínio vale para o algodão de segunda safra, principalmente em regiões sujeitas a estresses climáticos. “A suplementação com magnésio pode atuar como estratégia de atenuação de estresse. São detalhes que ajudam tanto na defesa quanto na busca por produtividades ainda maiores”, acrescenta.
Ciência, dados e tomada de decisão
Apesar do avanço das pesquisas, a SLC mantém uma abordagem técnica e criteriosa antes de ampliar qualquer tecnologia em larga escala. “A gente continua fazendo muito bem o básico. Trabalhamos com recomendação técnica, balanço de bases, manejo correto de calcário e monitoramento constante. Mas sem desconectar das oportunidades que possam trazer ganhos reais para o negócio”, enfatiza.
Segundo Vargas, todas as decisões passam por análises agronômicas e econômicas rigorosas, sempre considerando retorno, viabilidade operacional e impacto no sistema produtivo.
“Temos uma equipe técnica robusta, altamente especializada, que participa constantemente de eventos técnicos e pesquisas para tomar decisões cada vez mais assertivas. No final, precisamos unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade dentro da operação”, conclui.

organização do evento

Magnésio ganha espaço na agricultura tropical
A crescente participação do magnésio nas discussões técnicas reflete uma mudança importante dentro da agricultura tropical de alta produtividade. Nutriente fundamental para a fotossíntese e para o metabolismo das plantas, o magnésio vem ganhando protagonismo em programas de manejo nutricional mais equilibrados.
Nesse cenário, empresas como a K+S apostam em soluções integradas e no fortalecimento da assistência técnica para ampliar o uso de fertilizantes que entreguem não apenas produtividade, mas também maior eficiência fisiológica, sanidade e sustentabilidade aos cultivos.
O Magnesium Day mostrou que o debate sobre nutrição vegetal está cada vez mais conectado à agricultura do futuro, onde ciência, manejo e eficiência caminham juntos para sustentar os avanços da produção brasileira.
