Ciência, tecnologia e inovação estiveram no centro das discussões no espaço AiTec durante a AgroBrasília. O ambiente reuniu debates sobre o fortalecimento das deep techs no Distrito Federal (DF). Além disso, apresentou soluções desenvolvidas pela Embrapa Agroenergia voltadas ao futuro dos biocombustíveis e da bioeconomia.
Um dos destaques da programação foi o painel “O novo Hub das Deep Techs”. O evento reuniu representantes de instituições de pesquisa, inovação e desenvolvimento para discutir como o DF pode se consolidar como um polo favorável ao crescimento de startups de base científica.
O ecossistema de inovação e as deep techs no DF
Entre os principais temas debatidos, destacou-se a criação de infraestrutura para validação e escalonamento de projetos no Distrito Federal. Os especialistas também avaliaram o fortalecimento do ambiente regulatório e a construção de políticas capazes de atrair e manter pesquisadores na região.
As discussões contam com a articulação de grandes instituições do setor, como:
- Universidade de Brasília (UnB);
- Biotic e Fibra;
- Hub da CNA;
- Embrapa Agroenergia.
Um dos projetos de destaque já em andamento prevê a implantação de plantas-piloto para escalonamento de processos produtivos, com uso compartilhado entre startups de base científica. A iniciativa será executada pela Embrapa Agroenergia em parceria com a UnB, com recursos oriundos de emenda parlamentar.
Biocombustíveis: tecnologias da Embrapa atraem visitantes
Além dos debates teóricos sobre inovação, o estande da instituição no espaço AiTec chamou a atenção do público pelas soluções voltadas à produção de biocombustíveis e bioprodutos.
Segundo Carolina Pereira, supervisora de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroenergia, o espaço apresenta pesquisas com biomassas e plantas oleaginosas. Essas fontes alternativas são capazes de gerar matéria-prima de qualidade para o biodiesel e também para o combustível sustentável de aviação (SAF).
Macaúba e Canola tropicalizada no Cerrado
Entre as principais tecnologias da Embrapa demonstradas no evento, a macaúba ganhou relevância. A planta, nativa do Cerrado, é considerada estratégica para o futuro da bioenergia no Brasil. Atualmente, os pesquisadores trabalham na domesticação da espécie para ampliar sua produtividade e viabilizar a produção em escala comercial.
Outra grande aposta para a região é a canola adaptada ao Cerrado. A cultura, que já é um sucesso consolidado no Sul do Brasil e no exterior, passa por um rigoroso processo de tropicalização. A expectativa é que, nos próximos anos, a canola passe a integrar a entressafra da soja na região Centro-Oeste.
“O trigo no Cerrado já é uma realidade. Acreditamos que a canola também caminhe para esse cenário”, destaca Carolina Pereira.
Conexões e fortalecimento de startups do agro
O estande na feira também reúne soluções da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e da Embrapa Milho e Sorgo. Esta última unidade trouxe para a feira o Why Hub, um hub de inovação criado em Minas Gerais focado em impulsionar o crescimento de startups do ecossistema do agronegócio.
Com debates de alto nível, conexões estratégicas e demonstração prática de novos produtos, o espaço AiTec reforça o papel da inovação como ferramenta essencial para o futuro do mercado agrícola global.
Informações sobre a AgroBrasília
Realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), a Feira AgroBrasília ocorre no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (localizado na BR 251 km 5 – PAD-DF, Brasília, Distrito Federal), com portões abertos ao público das 8h30 às 18h e entrada franca.