Com banana do Vale do Ribeira, agro de São Paulo soma dez Indicações Geográficas reconhecidas pelo INPI

Estado contabiliza 14 IGs, sendo que seis delas envolvem a produção de café.
m São Paulo, o cultivo começou no litoral e, a partir da década de 1930, avançou para o Vale do Ribeira
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O agronegócio paulista celebrou mais uma conquista neste mês: o registro de Indicação Geográfica (IG) da procedência das variedades de banana Cavendish (Nanica) e Prata do Vale do Ribeira. Atualmente, das 14 IGs reconhecidas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) no estado, dez são relacionadas ao agro.

    O selo abrange os municípios de Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí. Ele foi solicitado ao INPI pela Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar), com apoio da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

    Segundo a chefe de divisão da CATI Regional de Registro, Tais Canola, essa indicação representa um novo horizonte para o bananicultor, protegendo a origem de suas produções e gerando novas oportunidades de mercado que valorizam o trabalho no campo. “Mais do que um selo técnico, é uma ferramenta de desenvolvimento regional que combate a desvalorização do produto e promove a justiça social para quem vive da terra. Para nós, da CATI, é uma honra ver que a dedicação dos produtores e suas organizações agora possui um diferencial competitivo que assegura a sustentabilidade das comunidades rurais e o orgulho de pertencer ao maior polo produtor de banana do estado de São Paulo”, afirma ela.

    ”Esta é uma conquista da dedicação do nosso setor produtivo. Ela representa o compromisso do Vale do Ribeira com uma agricultura moderna, que respeita o meio ambiente e fortalece a agricultura familiar. Essa IG sintetiza tudo o que acreditamos e praticamos no campo”, comenta o presidente da Abavar, Augusto Aranha.

IGs do agro paulista

    Em abril de 2026, o Brasil contabiliza 169 IGs, somando 127 Indicações de Procedência (IPs) – 126 nacionais e uma estrangeira – e 42 Denominações de Origem (DOs) – 32 nacionais e dez estrangeiras. Abaixo, confira a lista dos selos relacionados ao agronegócio paulista:

    As outras quatro IGs paulistas são de Birigui (calçado infantil), Franca (calçados), Porto Ferreira (cerâmica artística) e Taubaté (figuras modeladas em argila). Vale ressaltar que a IP de uma Indicação Geográfica reconhece o nome de um país, cidade, região ou localidade que se tornou conhecido como centro de produção, fabricação ou extração de determinado produto. Já a DO vai além e exige que as características e qualidades do produto sejam essencialmente ou exclusivamente atribuídas ao meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.

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