Copercampos e H2A Bioenergia inauguram em 26 de março, a primeira planta comercial de biometano a partir de dejetos suínos

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A Copercampos e H2A Bioenergia inauguram no dia 26 de março, em Campos Novos/SC, a primeira planta comercial de biometano certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a partir de dejetos suínos no Brasil.

Instalada na Granja dos Pinheiros, a unidade foi desenvolvida e viabilizada pela H2A Bioenergia S.A., empresa especializada em projetos de bioenergia, em um modelo de parceria no qual a Copercampos contribui com a área e o fornecimento contínuo dos resíduos da suinocultura — transformando um passivo ambiental da cooperativa em ativo energético e econômico.

O marco da certificação pela ANP distingue este projeto das demais iniciativas de biogás existentes no país: a unidade atende aos requisitos técnicos e regulatórios para comercialização do biometano como combustível renovável no mercado brasileiro, com rastreabilidade, conformidade normativa e emissão de créditos de descarbonização.

Processo produtivo: da granja ao combustível certificado

A planta utiliza dejetos provenientes de suínos da Granja dos Pinheiros para geração de biogás por meio de biodigestão anaeróbia. O processo converte a matéria orgânica em metano (CH₄) e dióxido de carbono (CO₂), que são posteriormente separados e tratados por sistemas industriais de alta precisão.

O biogás produzido passa por um sistema de purificação por membranas de filtração, tecnologia de origem francesa reconhecida como referência mundial na produção de biometano. O processo garante biometano com pureza superior a 96%, atendendo às especificações exigidas pela ANP para uso como substituto do gás natural em aplicações industriais, energéticas e logísticas.

O CO₂ separado no processo também é tratado, comprimido e liquefeito, gerando um segundo produto comercial: o CO₂ de grau alimentício, com aplicação em gaseificação de bebidas, processos frigoríficos e usos industriais — agregando valor à cadeia produtiva e diversificando as receitas do projeto.

A estrutura é complementada por biodigestores do tipo CSTR (Continuous Stirred Tank Reactor), tecnologia amplamente utilizada em plantas industriais europeias de biogás, que assegura eficiência na conversão da biomassa e estabilidade operacional contínua.

Capacidade de produção diária projetada:

– 23 mil m³ de biogás;

-16 mil m³ de biometano certificado;

– 12 toneladas de CO₂ líquido de grau alimentício.

Por que a certificação ANP é o diferencial

Embora o Brasil já conte com outras unidades de biogás em operação, esta é a primeira a obter a certificação comercial da ANP para biometano produzido exclusivamente a partir de dejetos suínos — o que assegura ao produto acesso ao mercado regulado de combustíveis renováveis, possibilita a emissão de CBios (Créditos de Descarbonização) e confere rastreabilidade à cadeia de origem do biocombustível.

De acordo com dados da ABIOGÁS (Associação Brasileira de Biogás e Biometano), o Brasil possui potencial técnico para produzir mais de 80 bilhões de metros cúbicos de biometano por ano a partir de resíduos orgânicos, sendo a agropecuária responsável pela maior parcela desse potencial. O metano, quando não capturado, possui potencial de aquecimento global cerca de 28 vezes superior ao CO₂, tornando sua captura e aproveitamento energético uma das estratégias mais eficientes para mitigação de emissões no agronegócio.

H2A Bioenergia S.A. e o pipeline de bioenergia em Santa Catarina

O projeto foi estruturado, financiado e desenvolvido pela H2A Bioenergia S.A., que aporta integralmente os R$ 65 milhões investidos na unidade. A empresa atua no desenvolvimento de plantas de biogás e biometano a partir de resíduos orgânicos, integrando produção de energia renovável, captura de CO₂ e geração de biofertilizantes.

A inauguração em Campos Novos é parte de uma estratégia maior: a H2A Bioenergia S.A. estrutura atualmente um pipeline exclusivo em Santa Catarina que supera R$ 500 milhões em projetos de biometano, posicionando o estado como um dos principais polos emergentes de bioenergia do Brasil — e a Copercampos como cooperativa pioneira nesse ecossistema.

Copercampos: cooperativismo e sustentabilidade como estratégia

Para a Copercampos, o projeto representa a consolidação de uma agenda de inovação e sustentabilidade que vai além da produção agrícola. Ao disponibilizar a infraestrutura da Granja dos Pinheiros e o fornecimento de resíduos da suinocultura, a cooperativa viabiliza a transformação de um subproduto de sua cadeia produtiva em energia renovável certificada — reforçando o conceito de agroindústria de baixo carbono e gerando valor para seus associados e para a região.

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