Tecnologias complementares em corte de soqueira: mais rentabilidade na cana-de-açúcar

Por Sergio Luiz de Almeida, PI AgSciences.
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Sergio Luiz de Almeida
PI AgSciences

Nos últimos anos, o corte de soqueira da cana-de-açúcar passou por uma importante evolução, especialmente no que se refere à aplicação de inseticidas nesse momento estratégico do ciclo para o controle de pragas como o gorgulho-da-cana (Sphenophorus levis) e a cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata).

Quando realizada de forma adequada, a aplicação no corte de soqueira permite iniciar a safra com menor pressão dessas pragas, preservando o estande e o potencial produtivo do canavial desde os primeiros estádios de desenvolvimento.

Perdas operacionais e relação custo-benefício

É comum que o setor discuta as perdas de perfilhos associadas à operação de corte de soqueira. Estudos e observações de campo indicam que esses danos podem afetar, em média, entre 3% e 4% das plantas.

No entanto, ao se comparar esse impacto pontual com os prejuízos causados por infestações não controladas de pragas de solo, que comprometem o sistema radicular, o perfilhamento e a longevidade do canavial, fica evidente que o manejo químico no corte de soqueira apresenta uma relação custo-benefício claramente favorável ao produtor.

Tecnologias complementares e ativação fisiológica

Além do manejo de pragas, a operação de corte de soqueira pode ser aproveitada para a adoção de tecnologias complementares, como produtos de ação fisiológica voltados à ativação do metabolismo vegetal.

Essas soluções contribuem para uma brotação mais uniforme, maior vigor inicial, melhor tolerância a estresses abióticos e, consequentemente, maior expressão do potencial produtivo da cultura, agregando valor à operação, com impacto marginal nos custos.

Resultados de produtividade com o uso de inseticidas

Durante o processo de desenvolvimento do Hplant® no Brasil, foram conduzidas avaliações comparativas entre áreas tratadas com inseticidas à base de tiametoxam + lambda-cialotrina e áreas sem esse manejo.

Os resultados foram consistentes: nas áreas sem aplicação de inseticida, a produtividade média, calculada com base em dados de biometria extrapolados para toneladas por hectare, foi de 90,9 t/ha, enquanto nas áreas tratadas chegou a 115,2 t/ha (incremento de 26,7%).

Integração de tecnologias e efeito complementar

Entretanto, os maiores ganhos foram observados quando as duas tecnologias foram utilizadas de forma integrada. A combinação do inseticida com o Hplant® elevou a produtividade de 115,2 para 131,0 t/ha, um incremento adicional de 13,8%.

Os dados demonstram que a adoção de tecnologias com mecanismos de ação distintos, o inseticida atuando no controle das pragas de solo, e o Hplant® promovendo a ativação metabólica e o fortalecimento fisiológico da planta, resulta em um efeito complementar. O canavial se estabelece melhor, expressa maior potencial produtivo e entrega ganhos consistentes de rentabilidade ao produtor, reforçando a importância de um manejo integrado e tecnicamente embasado no corte de soqueira da cana.

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