Cebola Karajá: produtividade recorde e pós-colheita invejável

A Karajá atingiu 78 toneladas de cebola comercial por hectare e, mesmo após 70 dias armazenada, mantém aparência de recém-colhida.
Acompanhe tudo sobre cebola karajá e muito mais!
O cebolicultor Cláudio Roginsky com Flávio Pagnan, da Agrocinco

Na propriedade de Cláudio Roginsky, em Irati (PR), a nova híbrida de cebola Karajá F1 mostrou que não está para brincadeira. Plantada com uma densidade de 650 mil plantas por hectare, a híbrida entregou números que estão dando o que falar — e com razão.

A cebola Karajá F1 é um híbrido longa vida, com estocagem de até três meses, pele firme e atrativa, características que garantem excelente conservação e alta aceitação comercial.

Resistência e qualidade
Com alta produtividade, ela se destaca no campo por não bifurcar, o que assegura maior uniformidade na colheita. Outro diferencial é sua boa adaptação a períodos chuvosos, mantendo a sanidade mesmo em condições adversas. Além disso, apresenta alta tolerância à raiz rosada e ao pendoamento precoce, problemas comuns que comprometem o desempenho de outras cultivares. A Karajá F1 une vigor, sanidade e qualidade — da lavoura ao consumidor.

No campo
Segundo Cláudio, a Karajá F1 atingiu 78 toneladas de cebola comercial por hectare, o equivalente a 190 toneladas por alqueire. Resultado: recorde regional disparado. A média regional é de 140 toneladas por alqueire. “Eu nunca tinha visto uma produção dessa aqui”, admite Cláudio, impressionado com o desempenho do híbrido. E não foi só o volume que chamou atenção: a qualidade da cebola também fez bonito. Cláudio adotou a colheita mecanizada, e a Karajá F1 aguentou o tranco com folga. “Ela suporta muito bem a mecanização, tem uma pele muito boa”, destaca. E é essa pele — lisa, firme, resistente — que o mercado tanto quer.

Pós-colheita de dar inveja
Mesmo após 70 dias armazenada, a Karajá F1 mantém aparência de recém-colhida. A colheita aconteceu por volta de 10 a 11 de novembro, e até o final de janeiro, início de fevereiro, a cebola seguia com excelente apresentação. “O comércio quer cebola bonita, com pele. E essa aqui entrega”, reforça Cláudio. Além da resistência no armazenamento, a Karajá F1 ainda mostrou qualidade pós-colheita invejável — ponto crucial para quem precisa de segurança até o momento da venda. “A gente deixou um pouco guardado só para testar, e ela está se saindo muito bem. Estamos bem satisfeitos com ela”, conclui o produtor.

Resultado? Temos
– Produtividade recorde para a região;
– Qualidade comercial acima da média;
– Pós-colheita que entrega segurança;
– Produtor satisfeito e apostando novamente no híbrido.

A Karajá F1 chegou com força. E, pelo visto, veio para ficar.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

El Niño pode reduzir a oferta global de trigo e óleo de palma e ampliar a volatilidade dos mercados

2

Flores no inverno ganham cores mais intensas; entenda o que acontece com as plantas

3

Prêmio Garoto Cacau de Qualidade abre inscrições para produtores do Espírito Santo

4

Pesquisa mostra que arroz germinado é mais nutritivo

5

Pastagens degradadas e técnicas de recuperação

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

flores-no-inverno-cores-intensas

Flores no inverno ganham cores mais intensas; entenda o que acontece com as plantas

cannabis-medicinal-brasil-embrapa.jpg

Cannabis medicinal no Brasil ainda enfrenta desafios para reduzir custos dos tratamentos

mulheres-sociobiodiversidade-amazonia-fundo-lira

Mulheres da sociobiodiversidade na Amazônia lideram negócios sustentáveis e geração de renda

o-que-plantar-em-julho

O que plantar em julho: hortaliças e flores ideais para o inverno